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10/03/2026

Lançamento da Cartografia de Comunicação Popular | CARIRI

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 10 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com Informações de @coletivocamaradas

@radiocafundo

A Web Rádio Cafundó convida para o lançamento da Cartografia da Comunicação, um momento de encontro, partilha e fortalecimento das experiências de comunicação construídas nos territórios do Cariri.

Data: 14 de março de 2026

Horário: 9 horas

Local: Sede do Coletivo Camaradas

Rua Monsenhor Juviniano Barreto, 350, Centro

Em Crato-CE

A atividade reúne comunicadores populares, coletivos e iniciativas comunitárias para apresentar o mapeamento das experiências de comunicação popular da região, valorizando rádios livres, mídias independentes e práticas de comunicação comprometidas com os territórios e com a participação social. Será um momento também de fortalecimento da comunicação no cariri.

A iniciativa conta com a ação estruturada dos Agentes Territoriais de Cultura, através da Agente Ana Ruty Paz, Coletivo Camaradas, Coletivo Ensaio Aberto, Mensageiras da paz e Rádio Cafundó.

Presenças confirmadas até o fechamento desta matéria:

Francisco Nascimento – Diretor da Web Rádio Cafundó

Ana Letícia – Bióloga e Poeta

Maria Renágila – Técnica em áudio e vídeo

Lucélia Muniz – Portal Ubuntu

Dalila da Silva – Jornalista

Ana Ruty Paz – Agente Territorial de Cultura

O momento vai contar com uma Roda de Conversa: “Articulação em Rede: Comunicação Popular e Mobilização Territorial” com mediação do Jornalista Paulo Rossi.

“O caminho do adeus na terra da dor” é selecionado para a coleção Conto rural | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 10 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

O conto O caminho do adeus na terra da dor foi aceito para a coleção de Conto rural do Grupo Editorial Letras Negras. Obteve uma pontuação de 9/10 e, nas palavras do júri - o conto apresenta uma narrativa sensível e bem construída, com uma ambientação que contribui para envolver o leitor na história desde o início.  O texto trabalha com elementos de dor, memória e resistência, criando uma história que mistura realidade e dimensão espiritual. Trata-se de um conto que evidencia cuidado na construção narrativa e capacidade de provocar reflexão no leitor.

Convido os(as) professores(as) a trabalharem este conto em sala de aula. Penso que seja possível a partir das turmas do 9º ano do Ensino Fundamental. Tenho o conto mais 20 questões elaboradoras no Google Formulários, onde os estudantes podem fazer a leitura deste e em seguida verificar seus conhecimentos por meio do referido formulário já conferindo a correção automaticamente.

O conto é ambientado com base na ‘Seca de 1915’ um dos eventos climáticos mais devastadores do Nordeste brasileiro, especialmente no Ceará, provocando fome extrema e milhares de mortes. Houve uma altíssima mortalidade por fome e doenças (como a varíola e a cólera) devido às condições precárias nos campos. Estima-se que, junto com a migração forçada, a seca dizimou grande parte da população sertaneja.  A obra O Quinze (1930) de Rachel de Queiroz é o principal registro literário, narrando a dura realidade dos retirantes.

Para criar a protagonista da história me inspirei na minha avó materna, a Senhora Ana Rosa de Lima (1903-1985). Ela vivenciou este evento climático aos 12 anos de idade. Quando casou ficou viúva jovem e vestiu-se de preto em sinal de luto até seu último dia de vida. O nome dos personagens do conto são uma homenagem aos meus avós maternos e aos meus pais – Antonio, Maria, João e Ana.

Ao longo do conto também me utilizo da espiritualidade para simbolizar a dor e a resistência, fazendo usos de elementos das histórias que ouvi quando criança, tais como figuras fantasmagóricas, pessoas sepultadas à beira da estrada e condições de acesso a água e comida, essenciais à sobrevivência.

Vale salientar que a revisão do conto foi feita por três professores de Língua Portuguesa: a Professora Samara Macedo, o Professor Antonio José e a Professora Hericka Santos, a quem deixo os meus agradecimentos, carinho e admiração!

Espero que gostem! Se forem trabalhar em sala de aula, entra em contato comigo e envia um relato da experiência junto com fotografias, turma e escola. Será uma alegria compartilhar aqui no Ubuntu Notícias o resultado da sua experiência.

Para acessar o material e trabalhar de forma didática em sala de aula clique AQUI.

Mutirão comunitário vai plantar 60 árvores frutíferas no Sítio Urbano do Gesso | CRATO-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 10 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Ação no próximo dia 14 de março reúne estudantes, moradores e entidades ambientais para fortalecer a preservação de área verde reconhecida por Lei no Crato

O Crato se prepara para um dia de celebração da cidadania e do meio ambiente. No próximo dia 14 de março, a partir das 8h, será realizado um grande Mutirão de Plantio no Sítio Urbano do Gesso. O ponto de encontro para os voluntários será em frente ao Colégio Municipal Pedro Felício Cavalcanti, de onde os participantes seguirão para a área de plantio.

A ação tem como meta plantar cerca de 60 mudas de árvores frutíferas no local, envolvendo ativamente os estudantes da unidade escolar no processo de aprendizagem prática sobre sustentabilidade e cuidado com os espaços públicos. O Sítio Urbano do Gesso, instituído pela Lei Municipal nº 3612/2019, está localizado às margens da linha férrea, entre a antiga Estação da RFFSA e a Escola Profissionalizante Violeta Arraes, sendo uma área destinada oficialmente ao cultivo de espécies frutíferas e medicinais.

A iniciativa é fruto de uma parceria conjunta entre o Coletivo Camaradas, Green Kariri, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudança do Clima, Projeto Nova Vida, Parque Urbano Pomar da Encosta e o Colégio Municipal Pedro Felício Cavalcanti.  O mutirão reforça a responsabilidade compartilhada entre o poder público e a comunidade na preservação e manutenção deste importante pulmão verde da cidade.

Cultura e resistência

O mutirão de plantio integra as atividades do projeto “Agentes do Sítio Urbano do Gesso”, que foi contemplado pelo edital Território Criativo do Gesso, uma das linhas de ação do Prêmio Periferia Viva, promovido pelo Ministério das Cidades.

O projeto tem um caráter amplo e articulador, promovendo a conexão entre universidades, escolas, secretarias municipais, movimentos sociais e moradores locais. O objetivo é fortalecer a identidade do território e a gestão compartilhada do sítio urbano, garantindo que ele seja cada vez mais um espaço de convivência, aprendizado e segurança alimentar para a população.

A Academia de Letras do Brasil inicia movimento histórico de expansão para África e Europa lusófona

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 10 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com Informações da Academia de Letras do Brasil

Há momentos na história de uma instituição em que a tinta da caneta parece pesar mais do que o próprio papel. Não porque se escreve muito, mas porque se escreve história. E é exatamente isso que a Academia de Letras do Brasil – ALB Internacional da Ordem de Platão inicia agora: um novo capítulo no mapa cultural da língua portuguesa.

 

Com a publicação da Portaria nº ALB.OP.02.01.126.2026, a ALB Internacional oficializa o início de um amplo movimento de integração cultural entre América, África e Europa, promovendo a criação de novas academias de letras em países de língua portuguesa e fortalecendo a presença institucional da Academia no cenário internacional.

 

A iniciativa nasce sob orientação da Presidência Nacional da ALB e por meio do Departamento Global de Administração – DGA, consolidando uma estratégia de diplomacia cultural baseada na literatura, na educação e na valorização do patrimônio linguístico comum que une milhões de pessoas em diferentes continentes. Não se trata apenas de expansão institucional. Trata-se de reconectar os territórios da língua portuguesa através da cultura.


Nomeações estratégicas para a missão internacional

Para conduzir esta nova etapa histórica, foram designadas duas lideranças com papel central no processo de articulação e implantação das academias.

Foi nomeada Dra. Etelvina Diogo como Embaixadora da ALB Internacional para o Continente Africano, responsável pelas relações diplomáticas, pelo intercâmbio cultural e pela construção de pontes institucionais com intelectuais, escritores e organizações culturais africanas.

 

Também foi designada Dra. Sônia Bruno, Presidente da ALB-RJ-Teresópolis, como Coordenadora Geral de Expansão Administrativa, incumbida da organização estrutural, da coordenação institucional e da supervisão do processo de implantação das novas academias.

 

Enquanto Etelvina Diogo assume o papel diplomático e cultural, conectando a Academia aos ambientes literários africanos, Sônia Bruno será responsável por garantir a organização administrativa e institucional das novas academias vinculadas à ALB.

 

É uma dupla de ação estratégica:

diplomacia cultural de um lado, estrutura institucional do outro.

Países africanos iniciam articulação acadêmica

A portaria estabelece a abertura de reuniões institucionais e encontros preparatórios com escritores, intelectuais e agentes culturais de países africanos de língua portuguesa, visando à constituição de novas academias vinculadas à ALB Internacional.

 

As articulações iniciais concentram-se em quatro países:

Guiné-Bissau

Angola

Cabo Verde

Moçambique

 

Nesses territórios, a proposta é reunir acadêmicos, escritores, professores, pesquisadores e líderes culturais para estruturar academias que representem a literatura e o pensamento contemporâneo de seus países dentro da rede internacional da ALB. A língua portuguesa torna-se, assim, o elo vivo entre continentes.

 

Europa também integra o movimento

A iniciativa não se limita ao continente africano. A portaria também inclui a integração da ALB Internacional em Portugal, criando uma ponte institucional direta entre Europa, África e América Latina.

 

Essa integração permitirá ampliar o intercâmbio entre escritores, pesquisadores e instituições culturais lusófonas, consolidando uma rede internacional de academias comprometidas com o desenvolvimento da literatura e da cultura de língua portuguesa.

 

É um movimento que reconhece algo simples e poderoso: a língua portuguesa não pertence a um país. Ela pertence a todos os povos que a vivem.

 

Novas academias autorizadas

Com a publicação da portaria, ficam autorizadas as articulações para instalação das seguintes instituições:

Academia de Letras do Brasil Internacional – Guiné-Bissau da Ordem de Platão

Academia de Letras do Brasil Internacional – Angola da Ordem de Platão

Academia de Letras do Brasil Internacional – Cabo Verde da Ordem de Platão

Academia de Letras do Brasil Internacional – Moçambique da Ordem de Platão

Academia de Letras do Brasil Internacional – Portugal da Ordem de Platão

 

Essas academias serão formadas por intelectuais e escritores locais, respeitando as tradições culturais de cada país, mas mantendo a conexão institucional com a Academia de Letras do Brasil da Ordem de Platão.


A cultura como ponte entre os povos

A expansão da ALB para África e Europa reafirma um princípio fundamental da instituição: a literatura é uma força civilizatória.

Ela preserva memória.

Ela constrói identidade.

Ela une povos.

 

Num tempo em que fronteiras políticas frequentemente se tornam barreiras culturais, a ALB escolhe seguir o caminho inverso: criar pontes por meio das letras. Ao aproximar academias de diferentes continentes, a Academia de Letras do Brasil reafirma sua missão de promover cultura, pensamento humanista e cooperação internacional.

 

Mais do que inaugurar academias, inaugura-se um diálogo entre histórias, sotaques e visões de mundo que compartilham a mesma língua. E como toda grande travessia cultural, essa começa com uma palavra simples, mas poderosa: integração.

 

08/03/2026

Mulheres em luta pela Chapada do Araripe: corpos livres, territórios vivos | CARIRI

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 08 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com Informações de @coletivocamaradas

Nós, mulheres do Cariri ocuparemos as ruas em defesa das nossas vidas, dos nossos corpos e dos nossos territórios.
Março é mês de memória, denúncia e luta das mulheres. Em 2026, nos reunimos com o chamado: *“Mulheres em luta pela Chapada do Araripe: corpos livres, territórios vivos”.*
Defendemos a Chapada do Araripe como território de vida, biodiversidade, cultura e resistência.

Defender a Chapada é defender a água, as sementes, as comunidades tradicionais, as mulheres negras, indígenas, camponesas, trabalhadoras urbanas e todas aquelas que sustentam o Cariri com sua força cotidiana.

Nossos corpos não são territórios de exploração. São espaços de autonomia, dignidade, liberdade e bem viver. Assim como a Chapada, queremos viver sem violências, sem racismo, sem machismo e sem destruição ambiental.

Venha somar nessa caminhada coletiva!

Traga sua voz, sua bandeira, sua energia e sua esperança.
*Dia 09/03 | 8h30 | Concentração na prefeitura de Crato – CE*
Porque quando as mulheres se movem, o território inteiro se transforma.

Mulheres negras e feminismo de bell hooks | JUAZEIRO DO NORTE-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 08 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Diálogos Literários

No dia 11 de março, às 18h30, acontecerá uma conversar sobre o pensamento de bell hooks e as reflexões sobre mulheres negras e feminismo a partir da pergunta provocadora: “E eu não sou uma mulher?". Pergunta feita pela Sojourner Truth no seu discurso feito na Convenção dos Direitos da Mulher em Akron, Ohio, Estados Unidos, a mulher negra direta a falar sobre a questão. Ela argumentou em público a favor de que mulheres ganhassem o direito de votar, sem esse direito, mulheres negras teriam que se submeter ao desejo dos homens.

Será um momento de troca, escuta e reflexão sobre raça, gênero e resistência na literatura e na vida.

Com Leidiane Santos e Maria Renata @leidiane_santos_pereira @renatasnt16

Biblioteca Inspiração Nordestina – Banco do Nordeste Cultural Cariri

Em Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita
Um diálogo potente e necessário.

117 anos de nascimento de Patativa do Assaré são celebrados em 05 de março de 2026 | ASSARÉ-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 08 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Os 117 anos de nascimento de Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva) são celebrados em 05 de março de 2026, destacando seu legado como poeta, cantador e voz do sertão nordestino. Nascido em 1909 no Ceará, sua obra lírica e de crítica social continua influente, inspirando exposições e homenagens como a Comenda Patativa do Assaré. Patativa do Assaré, que faleceu em 2002, é reconhecido internacionalmente por eternizar a vida e as lutas do povo do campo em versos inesquecíveis, como os de "A Triste Partida". 

Para homenageá-lo, a Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Bece) – espaço da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM) – realiza, de 05 a 30 de março, a exposição “Patativa: patrimônio vivo da palavra”. Livros e cordéis do poeta e de autores que o estudaram estão expostos no setor Coleção Ceará.

Patativa do Assaré, pseudônimo de Antônio Gonçalves da Silva, foi um icônico poeta e cantador brasileiro, nascido em Assaré, Ceará. Distinguiu-se como uma voz autêntica do sertão nordestino, capturando em sua obra os desafios, a cultura e a vida do povo dessa região.

Seu trabalho, que inclui desde versos improvisados até composições e cordéis, lhe conferiu reconhecimento nacional e internacional, fazendo dele um dos principais representantes da literatura de cordel e da cultura popular brasileira. “A Triste Partida”, seu poema mais emblemático, foi imortalizado na música de Luiz Gonzaga, na qual retrata a realidade dos migrantes nordestinos.

“Comenda Patativa do Assaré”

Atualmente, a Secretaria de Cultura do Ceará concede a “Comenda Patativa do Assaré”, que, a partir da Lei Estadual nº 16.511, de 12 de março de 2018, reconhece personalidades, artistas, poetas, cantadores e pesquisadores que tenham prestado ou prestem notórios serviços em prol do desenvolvimento da cultura popular e tradicional no Estado do Ceará. 

Eu honro todas as minhas ancestrais que lutaram por um mundo mais justo | FELIZ DIA DA MULHER

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 08 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

08 DE MARÇO - Dia de celebrar e reverenciar todas as minhas ancestrais que lutaram para que hoje estivéssemos onde estamos. Dia de saudar as que continuam a lutar por um amanhã mais justo! Dia de lembrar o quanto devemos ser respeitadas pela nossa história, nossa identidade, sobre tudo o que semeamos até aqui...

Reverencio as minhas ancestrais pelos saberes populares, pela sabedoria passada de geração a geração através da oralidade, das manifestações populares, da espiritualidade, do reconhecimento do nosso eu enraizado numa árvore genealógica de muitos frutos!

Hoje estou colhendo, porque algumas mulheres passaram semeando antes da minha existência! E quantas de nós vivem a preparar este solo para as próximas gerações? A semeadura é cheia de desafios e algumas de nós conseguem chegar ao topo mais rápido, mas porque foram acalentadas no colo de tantas outras de nós...

Pelo caminho nos deparamos com rochas e muitas vezes o solo é infértil, mas as nossas habilidades são instrumentos de sabedoria e resistência. Daí é preciso emanar amor e resiliência em cada palavra, gesto e bravura. Somos elos que se interligam e também somos o sopro da vida... damos a vida...e cuidamos das nossas raízes.

Fecundo é o solo cujas mãos calejadas deixaram pegadas durante a semeadura. Se os frutos são doces é porque alguém cuidou das sementes e as viu germinar sobre o solo. Somos o clarão do fogo a arder, somos a água que rompe barreiras, somos a terra a brotar, somos o vento que anuncia a esperança do alvorecer.

Se escrevo é porque tive a oportunidade de frequentar uma escola... Se conto histórias é porque alguém as viveu e segue a inspirar em memória! Gratidão a todas que me ergueram até aqui! Espero ser alento para que outras também cheguem através de mim! Nunca é tarde para começar a semear!

03/03/2026

Como os pequenos laços que construímos tornam o nosso universo gigante | BAÚ DE MEMÓRIAS

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 03 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Geralmente quando se fala em laços no processo de socialização temos os laços humanos, a interação social, a formação do nosso ser... Mas, para mim esses laços são feitos de vivências e por isso resolvi retirar algumas memórias de um baú e trazê-las em forma de narrativas. Talvez a velocidade das minhas lembranças não caiba em um texto, num livro, num vídeo, num slide, mas sigo contando histórias.

Eis aqui mais uma das histórias onde meu pai e eu protagonizamos uma vivência. Ele gostava de criar cavalos e era por assim dizer, um domador destes animais, não era bem um encantador, mas com seu jeito rude os domava e os treinava para corridas, para carregar cargas, para passeio.

Não lembro bem como aconteceu a aquisição de ‘preto’. Ele era um cavalo já com idade avançada, mas formoso e ‘troteador’. Por sua condição, foi destinado para o grupo dos animais que carregavam cargas, mas por algum motivo se tornou o cavalo favorito de uma criança.

Ela ia até o roçado o chamava pelo nome e ele vinha. Não usava cabresto para ir buscá-lo. O encostava num tronco pequeno de uma mangueira, subia nele e cavalgava até em casa. Ele a carregava em seu dorso, ela segurando em suas crinas longas, dava passadas como se trotasse sobre capuchos de algodão. E dali surgiu uma amizade entre uma criança preta e um cavalo preto.

Trabalhávamos na roça pela manhã e no início da tarde íamos até a escola, retornando apenas à tardinha.  Papai, agricultor, domador de cavalos, vivia entre negociações e aquisições de animais. E se percebesse que nos apegávamos aos animais os vendia no horário em que estávamos na escola.

Ele considerava preto, velho e que não servia mais para carregar as cargas e assim o vendeu. Foi um choque quando notei sua ausência. Mamãe como sempre, dava a notícia e pedia para que não chorássemos na frente de papai. Ela costumava usar um ditado popular: “Vão-se os anéis, ficam os dedos!”

Não sei quem foi o comprador de preto nem seu destino, mas através do uso da Inteligência Artificial (IA) o recriei com uma versão minha adulta.  Hoje se fala que o contato das crianças com os cavalos é uma forma de terapia, posso apenas dizer que era um laço, parte da minha infância. Com preto descobri que os cavalos sabem nadar! Quando o levei para dá água em um açude e estava muito calor, este acabou entrando na água e nadando comigo em seu dorso, não desci, porque não sei nadar. Sim...cavalos sabem nadar!

Moral da história: pequenos laços que construímos ao longo da nossa vida, tornam o nosso universo gigante! Preto, obrigada por salvar minha infância, por ser a minha terapia mesmo quando eu não sabia! Preto, te desejo um horizonte dourado florido com girassóis!

“A relação entre cavalos e crianças é uma conexão poderosa que promove o desenvolvimento emocional, físico e social, fomentando responsabilidade, confiança e empatia”.

01/03/2026

O multiartiatista Ulisses Germano participa da Roda de Poesia no Gesso neste sábado | CRATO-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 01 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

No próximo sábado, 07 de março, a partir das 17h, na Quadra do Gesso, localizada na Rua Monsenhor Juviniano Barreto, no Pinto Madeira Crato-CE), o multiartista Ulisses Germano participará da Roda de Poesia no Gesso, um espaço de reafirmação, direito à cidade e à literatura para a classe trabalhadora.

O evento reúne moradores, poetas, ativistas e militantes que acreditam na construção de um mundo novo, unindo gerações por meio da palavra e da arte.

Além da poesia declamada, a Roda oferece um microfone aberto para intervenções poéticas da comunidade, garantindo que todos possam expressar seus versos e pensamentos. Haverá também o Cine Gesso, com exibição do curta “A procissão dos bombons” de Sávio Emanuel Gonçalves, distribuição de mudas e folhetos de cordel, incentivando o cuidado com o meio ambiente e a leitura.

A feira "Trocatrocaria no Gesso" complementa o encontro com a venda de artesanatos, comidas típicas e brechó, fomentando a economia criativa local. A multiartista Eveline Limaverde será responsável pela mediação e apresentação da roda, conduzindo as atividades com sua arte e sensibilidade.

SOBRE O POETA

Natural de Fortaleza, mas radicado no Crato desde 2003, Ulisses Germano encontrou no Cariri o cenário ideal para expandir sua criatividade. Professor de Artes e Iniciação Musical, compositor e cordelista, é autor de 12 folhetos, entre eles A História do Espinho que Furou o Olho de Lampião (lançado no Crato e em Niterói-RJ) e Suspiro de Um Pedinte nas Ruas do Cariri, que reflete sobre o caos existencial e a alienação contemporânea.

Em 2025, a pedido do professor Álamo Feitosa, teve seu cordel As Peripécias do Peixe Pedra reeditado e apresentado no XIII Simpósio de Paleontologia de Vertebrados. Após 23 anos no Cariri, Ulisses dedica-se agora à escrita de seu primeiro livro, Delírios Desprovido de Significação Imediata. Como ele mesmo inicia suas apresentações: "Quando vim pro Cariri / Não sabia o que fazer / Das histórias que são tantas / E dão enorme prazer / Na Pedra da Batateira / Vi nascer uma roseira / Que chamava por você!".

A Roda de Poesia no Gesso é uma realização do Coletivo Camaradas, Rádio Cafundó, Green Kariri e Centro Cultural Banco do Nordeste.

Serviço:

Evento: Roda de Poesia no Gesso

Data: 07 de março de 2026 (sábado)

Horário: A partir das 17h

Local: Quadra do Gesso – Rua Monsenhor Juviniano Barreto, 35 – Centro, Crato-CE

Programação: Poesia com Ulisses Germano, microfone aberto, Cine Gesso, distribuição de mudas e cordéis, Feira Trocaria Classificação: Livre

Acesso: Gratuito

“Defender o diálogo diplomático e o fortalecimento do multilateralismo não significa neutralidade política...” Por Rodrigo Duarte

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 01 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias   @rodrigo_g_duarte

Por Rodrigo Gonçalves Duarte

Cearense de Santana do Cariri-CE, é Cientista Social pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), mestre em Educação e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da UFMS. Atualmente realiza doutorado-sanduíche na Universidad de Salamanca (Espanha). É pesquisador na área de Políticas Públicas Educacionais, com artigos publicados em periódicos científicos nacionais e internacionais.

O conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel: impactos para o mundo

As tensões no Oriente Médio revelam disputas políticas e estratégicas que ultrapassam fronteiras regionais e influenciam diretamente o equilíbrio internacional.

As recentes tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel recolocaram o mundo diante de um cenário de crescente instabilidade internacional. Embora o conflito esteja concentrado no Oriente Médio, seus efeitos políticos, econômicos e humanitários ultrapassam limites territoriais e demonstram como guerras contemporâneas deixaram de ser fenômenos locais para assumir impactos globais. Mais do que um confronto militar circunstancial, o cenário atual expressa disputas estruturais relacionadas à reorganização do poder internacional em um contexto marcado pela transição para uma ordem mundial cada vez mais multipolar.

A escalada recente não pode ser compreendida apenas como resultado de rivalidades imediatas. Conforme argumenta Immanuel Wallerstein (2004), o sistema-mundo capitalista organiza-se por meio de relações hierárquicas entre centros de poder e regiões que buscam ampliar autonomia política e econômica. Nesse sentido, conflitos armados emergem frequentemente quando Estados considerados periféricos ou semiperiféricos passam a desafiar zonas tradicionais de influência das grandes potências.

O Irã representa precisamente esse movimento histórico. Após a Revolução Islâmica de 1979, o país rompeu com a influência direta dos Estados Unidos e iniciou um processo de fortalecimento político, militar e tecnológico orientado pela soberania nacional. Ao longo das últimas décadas, ampliou sua presença regional, consolidou alianças estratégicas e investiu em capacidades energéticas que o transformaram em potência regional capaz de tensionar o equilíbrio geopolítico do Oriente Médio.

Esse reposicionamento desafia diretamente interesses norte-americanos. A presença dos Estados Unidos na região sempre esteve associada não apenas à segurança internacional, mas também à proteção de rotas comerciais e ao controle indireto sobre fluxos energéticos globais. Como observa Chomsky (2003), o apoio histórico a Israel integra uma estratégia mais ampla de manutenção da influência política e militar em áreas consideradas vitais para a estabilidade econômica internacional. Joseph Nye (2011) acrescenta que o poder global contemporâneo depende simultaneamente da capacidade militar e da preservação da credibilidade política perante aliados e adversários, elemento central para compreender o envolvimento direto norte-americano no conflito.

Israel, por sua vez, interpreta o fortalecimento iraniano como ameaça estratégica de longo prazo. A possibilidade de um Irã com maior capacidade militar e influência regional altera o equilíbrio de poder e reduz a superioridade estratégica israelense. Segundo Mearsheimer (2018), o sistema internacional tende a produzir dilemas de segurança nos quais medidas defensivas adotadas por um Estado são percebidas como ofensivas por outro, alimentando ciclos contínuos de tensão e militarização.

Sob a perspectiva da economia política internacional, as tensões atuais também devem ser compreendidas à luz das transformações do capitalismo contemporâneo. David Harvey (2005) argumenta que disputas territoriais e intervenções militares frequentemente acompanham processos de reorganização da acumulação capitalista, especialmente em regiões estratégicas para o controle energético e logístico global. Nesse sentido, conflitos no Oriente Médio não envolvem apenas segurança nacional, mas disputas por recursos, mercados e influência econômica capazes de redefinir fluxos globais de poder.

Os acontecimentos recentes aprofundaram esse cenário. Reportagens da CNN Brasil indicam que ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel atingiram instalações estratégicas iranianas e resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989. A operação foi apresentada pelas autoridades norte-americanas como ação preventiva destinada a conter ameaças consideradas iminentes, especialmente relacionadas ao avanço do programa nuclear iraniano e ao desenvolvimento de mísseis balísticos capazes de atingir aliados ocidentais (CNN Brasil, 2026).

A resposta iraniana ocorreu rapidamente, com ataques direcionados a regiões que abrigam bases militares norte-americanas no Oriente Médio, ampliando o risco de regionalização do conflito. Analistas internacionais destacam que crises dessa natureza possuem elevado potencial de contágio geopolítico, sobretudo em um momento de fragmentação da governança global e enfraquecimento de mecanismos multilaterais de mediação (Ikenberry, 2020).

A reação internacional evidencia leituras distintas do conflito. Países europeus demonstraram preocupação com impactos sobre segurança energética, inflação e estabilidade política regional, enquanto organismos multilaterais alertaram para riscos humanitários e econômicos globais. O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, condenou os ataques e reafirmou a centralidade da diplomacia e do multilateralismo, posicionamento historicamente associado à política externa brasileira voltada à solução pacífica de controvérsias.

Os efeitos dessas tensões já se manifestam em escala global. A instabilidade no Golfo Pérsico pressiona mercados energéticos, eleva custos logísticos e amplia incertezas econômicas internacionais. Em sociedades marcadas pela insegurança permanente, como analisa Bauman (2007), ameaças globais passam a justificar respostas políticas baseadas na antecipação do risco e na militarização crescente das relações internacionais. Ao mesmo tempo, como alertava Said (1990), a forma como esses conflitos são narrados internacionalmente tende a simplificar disputas complexas, obscurecendo interesses geopolíticos e econômicos mais amplos.

Opinião do autor

Na minha concepção, o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel evidencia não apenas uma disputa regional, mas os limites de uma ordem internacional ainda profundamente orientada pela lógica da força como instrumento de regulação política. A morte do principal líder iraniano simboliza o aprofundamento de uma dinâmica em que ações militares preventivas passam a substituir progressivamente mecanismos diplomáticos de resolução de conflitos.

O discurso da segurança nacional, frequentemente utilizado para legitimar intervenções armadas, revela uma contradição central das relações internacionais contemporâneas: em nome da estabilidade, produzem-se novas instabilidades. A atuação dos Estados Unidos nesse cenário demonstra a tentativa de preservar liderança global em um momento de transição do poder internacional, marcado pela ascensão de novos atores regionais e pelo enfraquecimento relativo da ordem unipolar estabelecida após o fim da Guerra Fria.

Israel, inserido em um ambiente regional historicamente instável, busca garantir sua segurança diante do fortalecimento iraniano. Contudo, a lógica da contenção permanente tende a alimentar ciclos sucessivos de retaliação, ampliando inseguranças coletivas. O chamado dilema de segurança internacional demonstra que quanto mais Estados buscam proteção por meio da força, maior tende a ser a percepção global de ameaça.

Os impactos desse conflito atingem de maneira significativa países distantes do epicentro da guerra. Economias como a brasileira experimentam efeitos indiretos por meio da volatilidade energética, pressões inflacionárias e instabilidade econômica global. Decisões tomadas por grandes potências acabam repercutindo diretamente na vida cotidiana de populações que não participam das decisões estratégicas que originam os conflitos.

O cenário atual também expõe o enfraquecimento das instituições multilaterais criadas para prevenir guerras de grande escala. Quando interesses estratégicos das potências prevalecem sobre normas internacionais, evidencia-se uma crise de governança global que coloca em risco a própria capacidade coletiva de mediação de conflitos.

Defender o diálogo diplomático e o fortalecimento do multilateralismo não significa neutralidade política, mas reconhecimento de que, em um mundo interdependente, guerras regionais rapidamente se tornam crises globais. A paz, nesse contexto, deixa de ser apenas um ideal normativo e passa a constituir condição essencial para a estabilidade internacional e para o futuro comum das sociedades contemporâneas.

REFERÊNCIAS

BAUMAN, Z. Tempos líquidos. Rio de Janeiro: Zahar, 2007.

BRASIL. Ministério das Relações Exteriores. Ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/mre/pt-br/canais_atendimento/imprensa/notas-a-imprensa/ataques-dos-estados-unidos-e-de-israel-ao-ira. Acesso em: 1 mar. 2026.

CHOMSKY, N. Hegemony or Survival. New York: Metropolitan Books, 2003.

CNN BRASIL. Saiba os motivos que levaram os EUA e Israel a atacar o Irã. 2026. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/saiba-os-motivos-que-levaram-os-eua-e-israel-a-atacar-o-ira/. Acesso em: 1 mar. 2026.

HARVEY, D. O novo imperialismo. São Paulo: Loyola, 2005.

IKENBERRY, G. J. A World Safe for Democracy. Yale University Press, 2020.

MEARSHEIMER, J. J. The Great Delusion. Yale University Press, 2018.

NYE, J. S. The Future of Power. PublicAffairs, 2011.

SAID, E. Orientalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

WALLERSTEIN, I. World-Systems Analysis. Duke University Press, 2004.

Graças a ela, você nunca mais se perdeu! Sabe por quê? | GIRO PELO MUNDO

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 01 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com Informações de @mentalidadesmatematicas

Quando você usa o celular para encontrar um endereço, acompanhar uma entrega ou chamar um carro por aplicativo, está usando o GPS — Sistema de Posicionamento Global. O que muita gente não sabe é que essa tecnologia existe graças ao trabalho de uma matemática: Gladys West.

Gladys nasceu em 1930, numa área rural dos Estados Unidos. Desde cedo, ela entendeu que a educação seria o caminho para uma vida além da lavoura. Seu desempenho no Ensino Médio lhe garantiu uma bolsa na Universidade Estadual da Virgínia, onde se formou e fez mestrado em Matemática — um território predominantemente masculino.

Ela foi a segunda mulher negra a integrar a equipe científica da Base Naval de Dahlgren, da Marinha americana. Com papel e caneta, preparava as funções matemáticas para que enormes computadores interpretassem dados como os do Seasat, o primeiro satélite projetado para atuar nos oceanos. Através dos cálculos, era possível medir a temperatura da água dos oceanos, a altura das ondas, a topografia do fundo do mar… Era comum que os computadores da época cometessem erros; então, à equipe de cientistas, cabia revisar os resultados e refinar os cálculos. Gladys também trabalhou na programação do computador IBM 7030, com algoritmos precisos, que calculavam com extrema precisão o formato da Terra. Foi esse modelo que, mais tarde, se tornou a base do sistema de geolocalização que usamos hoje.

Apesar de sua contribuição fundamental, seu trabalho permaneceu pouco reconhecido por décadas. Após se aposentar, em 1998, Gladys seguiu estudando: aos 70 anos, iniciou um doutorado, mesmo lidando com as sequelas de um AVC. Em 2018, graças a uma colega de faculdade, sua trajetória começou a ser divulgada, até que, em dezembro daquele ano, ela foi homenageada no Hall da Fama da Força Aérea dos EUA.

Gladys West faleceu em 17 de janeiro de 2026, mas seu legado segue vivo. Como ela mesma disse: “O mundo está se abrindo um pouco e facilitando a vida das mulheres. Mas elas ainda precisam lutar”.