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23/08/2026

Na sexta-feira, o Teatro Violeta Arraes, recebeu o espetáculo Cassacos do Grupo CriAr de Teatro | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 23 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Na noite de sexta-feira (21) subiu ao palco do Teatro Violeta Arraes - Engenho de Artes Cênicas de Nova Olinda, o grupo @grupocriardeteatro com a peça Cassacos, espetáculo que resgata a história dos trabalhadores das obras contra a seca no Nordeste. A apresentação foi parte da programação da Mostra Sesc Cariri.

O espetáculo Cassacos, criado pelo Grupo CriAr de Teatro de Varjota (CE), retrata a saga dos operários nordestinos que trabalharam em obras públicas contra a seca entre o final do século XIX e meados do século XX. Usando teatro documental e metalinguagem, a peça mistura a dura rotina desses trabalhadores com a vivência dos próprios atores que fazem arte no interior.

Arquivo de imagem - Fundação Casa Grande

Quem foram os cassacos? Era o nome dado de forma pejorativa aos operários das frentes de trabalho contra as secas no Nordeste.

Arquivo de imagem - Fundação Casa Grande

A peça mostra o migrante do semiárido que não abandonou sua terra e ajudou a erguer povoados e cidades. A encenação se passa dentro de uma sala de ensaio de um grupo teatral. Os atores cruzam suas próprias realidades de fazer arte longe dos grandes centros com a história esquecida desses operários.

Arquivo de imagem - Fundação Casa Grande

Na ocasião, estive junto aos estudantes do 2º e 3º ano do Técnico em Administração da EEMTI Padre Luís Filgueiras mais os professores Renan Diniz, Carlos Muniz e o Coordenador Escolar Carlos Eduardo.

Hoje o Ubuntu Notícias apresenta a Jornada Educacional do Professor Mestre João Lucian | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 23 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias     @joaolucian2

Muitas histórias não caberiam em um livro, em um filme, tão pouco numa matéria, pois as vivências são plurais no seu processo de construção. São as nuances da vida! Então, hoje o Ubuntu Notícias faz um recorte da Jornada Educacional do Professor Mestre JOÃO LUCIAN FERREIRA DA SILVA que recentemente recebeu a titulação com diploma pelo MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO DE HISTÓRIA – PROFHISTÓRIA pelo Centro de Humanidades da Universidade Regional do Cariri-URCA.

João Lucian se declara um jovem camponês, negro pardo, professor de História na rede estadual de educação do Estado do Ceará, filho de agricultores, ambos não alfabetizados. Tem cinco irmãos, duas mulheres e três homens. As mulheres possuem ensino superior completo e os homens o ensino fundamental incompleto. Como muitas famílias nordestinas, a sua é fortemente marcada pela coragem e bravura no enfrentamento às adversidades, sejam estas motivadas pelas desigualdades sociais e preconceitos estruturais, sejam estas atenuadas pelas consequências da irregularidade das chuvas e as características climáticas da região em que vivemos.

Seu pai Luiz Fernandes, teve uma criação muita influenciada por uma lógica patriarcal e machista de sociedade, e isso se reflete bastante na sua personalidade e nos seus comportamentos, entendido por algumas pessoas como “valores” do seu tempo. Por outro lado, fora um homem sempre engajado com atividades agrícolas e pecuaristas, comprometido com a garantia da subsistência familiar. Via no trabalho, sobretudo com a agricultura, a única forma de ocupação e sentido para a vida, ideia que também repassava para os filhos.

Dona Joana, sua mãe, embora não alfabetizada, nunca aceitou essa condição. Não ter tido condições de frequentar a escola quando criança, é, sem dúvidas, um dos maiores traumas guardados da sua infância. “Ela conta que a coisa que achava mais linda na vida era ver alguém escrevendo e/ou lendo. Muitas vezes fugiu de casa para ficar na janela da escola olhando a professora ensinar”, ressalta João Lucian. Mas, frequentar a escola era uma realidade que lhe era negada, pois sua família não tinha condições de pagar para que ela e seus irmãos estudassem.

Tornou-se adulta com a insatisfação dessa dívida da vida para consigo. Embora a estrutura social e econômica ainda não lhes assegurasse condições de acesso à educação, a mesma guardara seu sonho com muito zelo. Enquanto isso, transferia para os seus filhos, sobretudo para João Lucian, seu filho caçula, esse projeto de vida: estudar e ter melhores condições de se viver através da educação.

Esse seu projeto era disputado com o seu pai todos os dias. “Ele dizia para irmos para roça, ela dizia para irmos para escola”, lembra João Lucian. Na realidade o que ela fazia não era transferir o projeto, e sim, uma projeção nos filhos das coisas que desejava que tivesse acontecido com ela. Não à toa, manteve-se agarrada ao seu sonho de aprender a escrever o seu próprio nome, e após oito temporadas de Educação de Jovens e Adultos, na comunidade onde reside, aos 48 anos de idade, conseguiu aprender a escrever e ler pequenas palavras, e realizar o seu maior sonho: grafar em seus documentos – Joana Ferreira da Silva.

“Lembro-me que quando ainda muito infante, em diálogo com a minha mãe, ela me fez prometer que eu não desistiria de estudar como os meus irmãos fizeram e que um dia seria o seu filho “doutor”, o doutor da família. Na ocasião senti-me muito responsabilizado, pois, tinha consciência do meu gosto pela escola, mas igualmente sabia da minha aversão à área da saúde”, disse João Lucian.

Que ainda relata:

Durante anos guardei esse conflito, até que na passagem do ensino fundamental para o ensino médio resolvi falar para ela sobre a impossibilidade de atender a sua expectativa. Eu estava muito triste, receoso da tristeza que lhe causaria. Ao comunicá-la que não queria ser o “doutor” dos seus sonhos, vi num primeiro momento ela querer esbravejar: - “Que história é essa de não querer estudar? O que você será sem a escola?” Respondi: “Eu não vou deixar de estudar, apenas não quero ser o “doutor” que a senhora fala”.

Nesse instante vi mudar suas expressões, com riso na boca começou me explicar que doutor era uma pessoa que tinha “terminado os estudos”, sabia ler tudo sem gaguejar, que escrevia seu nome completo e uma carta bem feita, que sabia falar em público e resolver qualquer problema. Continuou dizendo que isso só seria possível se eu frequentasse a escola.

Mãe disse que achava a profissão de médico muito bonita, mas sabia que precisava de bastante dinheiro para se formar, porque em Nova Olinda só eram médicos os filhos dos ricos. De qualquer modo, já tinha presenciado muitos médicos sem educação, e que o doutor que ela queria que eu fosse seria um homem educado, respeitador e respeitado pelas pessoas.

Senti um alívio profundo. A alegria tomou conta de mim novamente, pois, percebi que a partir da educação adquirida na escola e sobretudo na comunidade, eu poderia ser sim o doutor da minha mãe, da minha família.

Minha mãe é uma das pessoas que conheço que mais demonstra entusiasmo pelo processo de letramento, de amor por espaços de ensino-aprendizagem, seja ele escolar ou não, que acredita e aposta no poder transformador da educação. As memórias que guardo dos seus ensinamentos e de sua obstinação com a leitura e a escrita me fazem estabelecer aproximações de sua história com a da escritora Carolina Maria de Jesus.

É muito comum sermos surpreendidos por questionamentos sobre os significados de palavras que ela consegue decifrar em cartazes, livros, propagandas, sacolas, bem como palavras que escuta nos jornais e novelas. Curiosa, não gosta de guardar dúvidas e estar sempre ampliando o seu vocabulário. Com o seu visível amor pelas palavras e pelo conhecimento, vai nos revelando um projeto singular de educação.

Ela nunca pegou na minha mão para me ajudar na coordenação motora ao cobrir um pontilhado, não me ensinou a formar sílabas, nem a ler palavras. E sei que isso lhe angustiava bastante. Entretanto, era ela quem pegava em minha mão para banhar, vestir, levar para escola. Foi ela quem me ensinou palavras para pedir ajuda, pedir desculpas, servir, resistir.

No mesmo sentido, me ensinou a ler a realidade, a compreender as relações sociais, a projetar e buscar coisas boas para mim, nossa família e comunidade. Dona Joana pedia e buscava, sem cerimônias, apoio em outras pessoas para atender necessidades minhas, fossem pedagógicas ou materiais, sempre que lhes faltava condições para tal.

Não guardo lembranças de ninguém (diretores, professores, colegas, coordenadores) da minha experiência na educação básica que tenha desejado e conseguido falar do papel da escola e da importância da educação com tanta confiança e entusiasmo como minha mãe.

As percepções históricas que tenho hoje me oportunizam, tristemente, ter consciência do quanto o corpo da minha mãe deve ter sido invisibilizado e sua voz silenciada. Ela é uma mulher protagonista, participativa, cheia de vivacidade, cuja sede de fala demonstra necessidade em ser ouvida, o que para mim é sinal de toda uma vida negligenciada. Nessa sociedade com o vigor de tantos marcadores estruturantes de dominação e violências, quantos saberes advindos dela não foram ignorados/apagados por se tratar de uma mulher, negra, pobre e sem alfabetização?!

A escritora negra Conceição Evaristo (2006) atribui o nascimento de sua escrita à “grafia-desenho” que, na infância, ela via sua mãe fazer na terra molhada utilizando gravetos de pau. Eu, em analogia à escritora, atribuo minha permanência na escola e a utilização da educação como instrumento político de transformação social, à escuta da voz insistente de minha mãe.

Essa maneira de conceber o mundo a partir do seu constante diálogo com as aprendizagens adquiridas em qualquer espaço, formal ou não, me faz enxergar a construção do projeto de educação que muito contribuiu para o meu desenvolvimento pessoal e social. Na escola e, principalmente, em espaços alternativos forjados pelos movimentos comunitários e sociais, foi-se desenhando uma história cheia de sentidos e memórias, marcadas pelos “ecos” da voz de Dona Joana.

JOÃO LUCIAN FERREIRA DA SILVA embasou sua tese de mestrado intitulada de EXPERIÊNCIAS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS COMUNITÁRIAS NO ENSINO DE HISTÓRIA a partir de suas vivências e este depoimento foi extraído do Capítulo onde cita: “O projeto de educação de uma mãe não alfabetizada”.

Estão abertas as inscrições para o I Seminário Artefatos da Cultura Negra | CARIRI

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 23 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com Informações de @artefatosdaculturanegra

O Artefatos da Cultura Negra é um programa de extensão da Universidade Regional do Cariri (URCA), tendo como um dos objetivos a promoção de uma educação antirracista por meio do reconhecimento e valorização dos territórios negros e indígenas, bem como das comunidades tradicionais que constituem a região do Cariri cearense, o Brasil e o mundo.

Por ser um programa de extensão, as ações do Artefatos acontecem durante o ano inteiro, sempre mantendo um diálogo contundente com espaços produtores de conhecimento. Dentro da esfera acadêmica, se tem o Congresso Internacional Artefatos da Cultura Negra, que agora é bienal. O congresso congrega diferentes departamentos e grupos de pesquisa da Universidade Regional do Cariri, de universidades malungas e parceiras: Universidade Federal do Cariri, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, bem como de organizações da sociedade civil: Grupo de Valorização Negra do Cariri, ALDEIAS Ponto de Cultura.

Como forma de preparação para o XVII Congresso Artefatos da Cultura Negra, que ocorrerá em 2027, nos dias 8, 9 e 10 de setembro de 2026, será realizado I Seminário Artefatos da Cultura Negra.

Por meio de mesas-redondas, grupos de discussões e apresentações culturais, se espera ampliar o debate sobre a educação para as relações étnico-raciais, fomentando a construção de um campo de formação política, cultural e pedagógica.

08 a 10 de Setembro de 2026

Universidade Regional do Cariri – URCA em Crato-CE

🔗https://siseventos.urca.br/site/ISemiArtefatosCulturaNegra

Luiza Mandela lança livro Manual do Letramento Racial: um convite à consciência, à ação e à transformação | SÃO PAULO-SP

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 23 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com quase duas décadas de atuação antirracista e após conquistar o título de Doutora Honoris Causa, Diploma Zumbi dos Palmares e três moções, autora lança sétimo livro na Livraria da Vila.

Rio de Janeiro - No dia 25 de agosto de 2026, das 19h às 21h, a mestre em relações étnico-raciais e escritora Luiza Mandela (@luizamandela) lança o livro "Manual do Letramento Racial: um convite à consciência, à ação e à transformação" na Livraria da Vila (@livrariadavila), localizada no Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo. A agenda contará com a presença de Luís Borges (@lucaborgesafrosp) e Sidnei Nogueira (@professor.sidnei) para uma roda de conversa destinada a debater os principais capítulos da obra. 

A obra convoca o leitor a uma reflexão profunda sobre o racismo estrutural no Brasil e apresenta o letramento racial como ferramenta fundamental para a transformação social. A partir do princípio de que não basta reconhecer o racismo, é necessário compreendê-lo em sua complexidade e agir de forma consciente para combatê-lo. A autora articula teoria, dados, experiências pessoais e práticas pedagógicas com linguagem acessível, de forma crítica e aplicável ao cotidiano.

Dividido em seis capítulos, o livro mapeia o racismo em suas vertentes estrutural, institucional, interpessoal e recreativo, além de oferecer dinâmicas e reflexões para que o próprio leitor compreenda sua identidade racial. O texto também resgata os saberes e as contribuições de civilizações africanas anteriores à escravidão, com o objetivo de promover uma educação baseada na memória e no orgulho. Alinhada à produção intelectual negra brasileira contemporânea, a obra conecta raça, gênero e sexualidade, e evidencia que o combate ao racismo caminha ao lado do enfrentamento à LGBTQIAPN+fobia.

‘’O livro vem sendo construído a partir da minha trajetória enquanto educadora antirracista com o objetivo de compartilhar conhecimentos com cada vez mais pessoas acerca do letramento racial e foi escrito com muito carinho, pensando de forma didática a ampliar o repertório do leitor acerca de uma temática tão importante e urgente. Sem letramento racial não há democracia’’, destaca Luiza Mandela.

Luiza teve sua trajetória na educação pública iniciada em 2012, com ações voltadas ao desenvolvimento de alunos negros e periféricos. A escritora reúne experiência na Gerência de Alfabetização e Anos Iniciais (GAI) e na Escola de Formação Paulo Freire (EPF), e atuou como gerente de Relações Étnico-Raciais. Atualmente, está à frente da Mandela Consultoria Antirracista, que combate o racismo estrutural e promove a equidade racial em instituições públicas, privadas e no setor educacional. Idealizou o Curso Letramento Racial na plataforma Hotmart, que registra mais de 5000 alunos. Coautora de sete obras, coordenadora editorial, consultora e palestrante, sua atuação na desconstrução de preconceitos foi reconhecida publicamente com a conquista do título de Doutora Honoris Causa, do Diploma Zumbi dos Palmares e de três moções.

A importância da obra e da trajetória da autora é ressaltada por nomes de destaque que acompanham seu trabalho, como a jornalista e apresentadora Alinne Prado, que esteve presente no lançamento na livraria Leitura no centro do Rio de Janeiro: "A gente está colocando pra posteridade, a gente está eternizando, de fato, o conhecimento. Ela está eternizando. É uma bíblia sobre o ensinamento racial. É lindo chegar nesse evento lotado de gente sedenta."

SERVIÇO

Lançamento
do livro Manual do Letramento Racial: um convite à consciência, à ação e à transformação em SP

Data e horário: 25 de agosto de 2026, das 19h às 21h

Local: Livraria da Vila - Shopping Pátio Higienópolis (Avenida Higienópolis, 618 - Higienópolis, São Paulo - SP).

Redes Sociais @luizamandela/ @livrariadavila

Link

16/08/2026

Verônica Aguiar participa da ação “Das telas para o Museu” | SALITRE-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 16 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias @veronicaaguiaroficiall

 Com Informações de @museudesalitre

No sábado (15), o Museu da Geodiversidade Eloi Francisco da Silva do município de Salitre promoveu uma ação denominada de “Das telas para o Museu”. Dentre os convidados a salitrense Verônica Aguiar.

Verônica Aguiar, licenciada em Letras pela Universidade Regional do Cariri (URCA), possui formação em Cinema pela Escola Internacional de Atores, Em Cena.

É fotógrafa e pesquisadora do projeto cultural “Retrato: Memória e Identidade”, que valoriza a memória, a identidade e as histórias dos idosos remanescentes quilombolas.

Como atriz, participou do filme “Ôxe” (2019), interpretando a personagem Maria, e do filme “Nazara” (2024), no qual deu vida à personagem Nazara.

Artista, pesquisadora e apaixonada pela cultura, Verônica acredita na arte como instrumento de transformação, ressignificação, expressão e fortalecimento das identidades e das memórias.

“Acredito que a arte transforma, aproxima, provoca e dá voz às histórias que precisam ser contadas”, ressalta Verônica Aguiar.

Museu Orgânico Casa do Soldadinho do Araripe será inaugurado em agosto| CRATO-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 16 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com Informações de @mostrasesccariri

Um novo Museu nasce no Cariri

Um novo espaço nasce no Cariri para celebrar a natureza, a cultura e a riqueza do nosso território. O Museu Orgânico Casa do Soldadinho do Araripe chega para aproximar o público da biodiversidade da região e fortalecer a conexão entre cultura, território e preservação ambiental.

O espaço passa a integrar a rede de Museus Orgânicos do Sesc Ceará, tornando-se o 30º Museu Orgânico do estado.

Inauguração: 22 de agosto, às 10h

Local: Sítio Bebida Nova de Cima, 140 – Campo Alegre, Crato (CE)

Um novo espaço de memória, conhecimento e valorização do Cariri!

15/08/2026

Trecho da rodovia CE-388 entre os municípios de Nova Olinda e Altaneira será interditado por aproximadamente 30 dias | CARIRI OESTE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 15 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

A partir de segunda-feira (17), o trecho da rodovia CE-388 entre os municípios de Nova Olinda e Altaneira será interditado por aproximadamente 30 dias. O bloqueio é necessário para a realização de implosão de rochas que vão permitir a requalificação da rodovia por meio da Superintendência de Obras Públicas (SOP).

A interdição visa garantir a segurança dos usuários, por se tratar de um percurso estreito em trecho de serra. Durante o mês de interdição, o tráfego será restrito exclusivamente a moradores locais e a veículos de emergência.

Durante o bloqueio da CE-388, o tráfego será desviado pela rodovia CE-176 em Assaré, com prosseguimento pela CE-292 até Nova Olinda.

A SOP reforça a necessidade de observância da sinalização e recomenda que os condutores planejem rotas alternativas e redobrem a atenção ao transitar nas vias no entorno da intervenção.

12/08/2026

Do Popular ao Urbano: lançamento de livreto celebra a força da poesia e da cultura no Cariri | CRATO-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 12 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Evento acontece no dia 16 de agosto, na Galeria Francesco, em Crato, reunindo poesia, música, literatura e diferentes expressões da cultura popular e urbana

A poesia, a música e a cultura popular estarão no centro de um encontro que promete reunir diferentes gerações, linguagens e experiências culturais no Crato. No dia domingo (16), às 18h, o Ponto de Cultura Coletivo Ensaio Aberto realiza o lançamento do livreto “Do Popular ao Urbano: Entre Ritmo e Poesia”, na Galeria Francesco, localizada na Rua Djalma Faustino dos Santos, nº 27, no bairro Muriti. A entrada é gratuita.

A programação contará com uma edição especial da Kitanda Cultural Sarau, criando um espaço de encontro entre poetas, artistas, escritores, músicos e a comunidade. A iniciativa propõe uma celebração da palavra em suas diferentes formas de expressão, aproximando manifestações como o cordel, a poesia, o rap, os saraus e a cultura popular das linguagens e experiências presentes nas periferias e nos territórios urbanos.

Mais do que apresentar uma nova publicação, o lançamento do livreto busca evidenciar a poesia como uma importante ferramenta de memória, identidade e transformação social. A proposta parte do reconhecimento de que a produção cultural do Cariri se constrói também nas ruas, nas comunidades, nos encontros e nas experiências compartilhadas entre artistas e moradores.

Durante a programação, o público poderá acompanhar momentos de leitura e apresentação poética, música e partilha, em uma noite dedicada à diversidade das expressões culturais. A participação de poetas e artistas convidados reforça a perspectiva de valorizar quem produz e movimenta a cultura nos territórios, estabelecendo pontes entre a tradição e as manifestações contemporâneas.

O título “Do Popular ao Urbano: Entre Ritmo e Poesia” traduz justamente essa proposta de diálogo. De um lado, a força das tradições, da oralidade, da literatura popular e dos saberes construídos coletivamente. Do outro, as novas formas de criação presentes no rap, no slam, nos saraus e nas demais expressões da cultura urbana.

Para o Coletivo Ensaio Aberto, iniciativas como essa contribuem para fortalecer os espaços culturais comunitários e ampliar as possibilidades de circulação da produção artística local. A Galeria Francesco, nesse sentido, torna-se mais uma vez território de encontro, criação e compartilhamento, aproximando artistas e público por meio da arte.

A programação é gratuita e aberta à comunidade. O convite é para que o público participe, leve sua presença e sua voz e conheça uma produção que nasce do diálogo entre diferentes territórios e formas de expressão.

SERVIÇO

Lançamento do livreto “Do Popular ao Urbano: Entre Ritmo e Poesia”

Data: 16 de agosto de 2026 (domingo)

Horário: 18h

Local: Galeria Francesco – Rua Djalma Faustino dos Santos, 27, Muriti, Crato/CE

Programação: Kitanda Cultural Sarau, poesia, música, literatura e participação de artistas convidados

Entrada: Gratuita

Do Popular ao Urbano: Entre Ritmo e Poesia é um convite para reconhecer a cultura como uma força viva, presente nos versos, nas memórias, nas ruas e nas pessoas que constroem cotidianamente novas formas de criar, resistir e transformar.

11/08/2026

Dia do Estudante — Celebrar o conhecimento é acreditar no futuro! | CARIRI OESTE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 11 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Na capa da matéria os estudantes - Antonio Wevilly Duarte da Silva e Maria Eduarda da Silva Rodrigues – do 3º ano C do Curso Técnico em Informática da EEEP Antonia Nedina Onofre de Paiva localizada no município de Assaré-CE.

Hoje celebramos aqueles que carregam nos olhos a curiosidade, no coração os sonhos e, nas mãos, a esperança de construir um futuro melhor: os estudantes. Ser estudante é muito mais do que frequentar uma sala de aula. É aprender, questionar, descobrir novos caminhos, superar desafios e compreender que cada conhecimento adquirido pode transformar não apenas a própria vida, mas também a sociedade.


Cada página lida, cada exercício realizado, cada dúvida compartilhada e cada conquista alcançada fazem parte de uma caminhada que prepara para a vida. Nem sempre o caminho é fácil, mas cada obstáculo vencido fortalece e ensina que persistir também é uma forma de aprender.


Neste Dia do Estudante, que nunca faltem sonhos para buscar, coragem para recomeçar e determinação para seguir em frente. Que a Educação continue sendo uma ponte para novas oportunidades e que cada estudante possa acreditar no seu potencial e na capacidade de transformar seus sonhos em realidade.


Parabéns a todos os estudantes!

Que o conhecimento seja sempre a luz que ilumina seus caminhos e que o futuro seja tão grandioso quanto os sonhos que vocês carregam no coração!

09/08/2026

Resultado da Eleição para novos membros da Academia de Letras do Brasil/Seccional Regional Araripe-CE | ARARIPE-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 09 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Na tarde deste domingo (9), aconteceu a Eleição para novos membros da Academia de Letras do Brasil/Seccional Regional Araripe-CE, estando todos os membros plenamente aptos a votarem na referida eleição destinada ao preenchimento de nossas cadeiras. Cada membro votou em um dos quatro candidatos representantes do município de Araripe, e também na candidata representante do município de Antonina do Norte.

Conforme, a quantidade de cadeiras em vacância, foram eleitos os três candidatos mais votados de Araripe e a candidata de Antonina do Norte concorreu de forma única.

O horário da votação se deu das 14hs às 16hs presencial via ligação telefônica. Foi constituída a Mesa Eleitoral, responsável pela condução dos trabalhos da Assembleia Geral de Eleição para composição de novos membros das Cidades de Araripe e Antonina do Norte.

A Mesa Eleitoral ficou assim composta:

Presidente da Mesa: Antônio Hélio da Silva

Secretário(a) da Mesa: Fátima Amorim

Mesário(a): Eliziane Alves Barbosa

E o resultado da apuração dos votos da Eleição para novos membros ficou assim definido:

Total de votantes - 27

Votos Brancos – 01 (Antonina do Norte)

Nulo - 0

Válidos - 26

Eleitos para representar o município de Araripe-CE

Mailton Ribeiro – Ator, Produtor Cultural, Fotógrafo, Artista circense, Gestor público, membro da Sociedade dos Poetas de Araripe;

Luciana Serafim – Poetisa, graduada em Letras, membro da Sociedade dos Poetas de Araripe;

Leonildo de Oliveira – Poeta, Escritor, membro da Sociedade dos Poetas de Araripe.

Eleita para representar o município de Antonina do Norte-CE

Antonia Sulanir – Escritora, Educadora, intelectual cearense.

Aos meus três gatos, meus pequenos grandes amores: Bill, Hanbal e Chico | CARIRI OESTE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 09 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Ontem se comemorou o Dia Mundial ou Internacional do Gato, data criada em 2002 pelo Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW). Na ocasião, não consegui colocar uma mensagem aqui, mas hoje vou dedicar esta matéria aos meus pets: Bill, Hanbal e Chico – frutos de três adoções.

Para mim, ele são amores que chegaram sem pedir licença e, quando percebi, já faziam parte de tudo o que sou... Já passamos por muitos desafios, mas vencemos e continuamos vencendo todos os dias. São castrados, tem acompanhamento veterinário, medicamentos e vacinas em dia. Bill já tem 8 anos (o gato branco), Hanbal 6 anos (o gato tigrado) e Chico 4 anos (o gato laranja).

Meus três gatos são assim:

Cada um, com seu jeito, sua personalidade, suas manias e seu olhar único, encontraram um lugar especial na minha vida. Eles não são apenas animais de estimação. São família. São companhia. São presença. São amor.

Há dias em que um simples ronronar parece abraçar a alma. Dias em que uma patinha se aproxima, um olhar encontra o nosso e, sem nenhuma palavra, eles parecem dizer: “Eu estou aqui. Você não está sozinha.”

Eles me ensinaram que o amor verdadeiro não precisa ser barulhento. Às vezes, ele se manifesta em um gato que se deita ao nosso lado, que espera nosso carinho, que nos acompanha em silêncio ou que simplesmente escolhe ficar perto.

Aos meus três gatos, agradeço por cada momento de alegria, por cada brincadeira, por cada carinho inesperado e até pelas pequenas travessuras que hoje fazem parte das minhas melhores lembranças.

Vocês chegaram de maneiras diferentes, mas conseguiram fazer a mesma coisa: encher meu coração de amor. Talvez vocês nunca entendam o quanto significam para mim. Talvez nunca saibam quantas vezes a presença de vocês tornou um dia difícil mais leve. Mas eu sei.

E por isso, enquanto eu puder, vou cuidar de vocês, proteger vocês e retribuir todo esse amor da melhor maneira que eu conseguir.

Porque vocês não são apenas três gatos que vivem na minha casa.

Vocês são três pedacinhos do meu coração caminhando pela casa em quatro patinhas.

E se algum dia alguém me perguntar o que é ter gatos, eu vou responder:

É descobrir que existem amores que não falam a nossa língua, mas que conseguem conversar diretamente com a nossa alma.

Aos meus três companheiros de quatro patas: obrigada por existirem, por me escolherem e por tornarem minha vida infinitamente mais bonita.

O Dia Internacional dos Povos Indígenas é comemorado anualmente em 9 de agosto

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 09 de agosto de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @joedson_kariri

@pauliannaaa

Na capa da matéria temos o Joedson Nascimento – Professor Indígena Kariri; e a Pauliana Kariri - Mulher Kariri Defensora Popular – ambos do Povo Kariri da Serra do Catolé no município de Juazeiro do Norte-CE. Uma das finalidades desta data é garantir a preservação da cultura dos povos originários, como fonte primordial de sua identidade.

O Dia Internacional dos Povos Indígenas ainda presta homenagem a todas as contribuições culturais e sabedorias milenares transmitidas as mais diversas civilizações no mundo. Foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, em 23 de dezembro de 1994, através da resolução 49/214.

O primeiro Dia Internacional dos Povos Indígenas foi comemorado em 9 de agosto de 1995, marcando o início da primeira década internacional dos indígenas (1995 a 2004). Em 2007, comemorando a segunda década internacional dos indígenas, foi aprovada a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. 

De acordo com o Censo Demográfico do IBGE, vivem atualmente no Brasil 1.694.836 pessoas indígenas, o que representa cerca de 0,83% da população total do país. Esses dados mostram a origem e a situação atual dos povos indígenas no território nacional.

Cerca de 53% da população indígena (914 mil pessoas) vive em áreas urbanas, enquanto 47% vive em áreas rurais ou Terras Indígenas. As regiões Norte e Nordeste concentram a maior parte dessa população no país. O país conta com 391 etnias indígenas diferentes reconhecidas.

Os povos originários do Brasil são as populações indígenas. Eles habitam o país há mais de 12 mil anos, muito antes da chegada dos portugueses em 1500. O Censo do IBGE registra centenas de etnias diferentes com culturas, línguas e histórias próprias.