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16/04/2026

Escola Avelino Feitosa apresentou o tema “Cultura Regional: explorando as raízes culturais de Nova Olinda-CE” no Desfile Cívico 14 de Abril | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 16 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias      @e.e.f_avelino_feitosa_2026

Na terça-feira (14), a Escola de Ensino Fundamental Avelino Feitosa celebrou com orgulho os 69 anos de emancipação política de Nova Olinda, terra de riquezas culturais, tradições vivas e um povo que carrega, com dignidade, a força de sua história.

As apresentações levaram uma viagem no tempo e na memória, apresentando o tema: “Cultura Regional: explorando as raízes culturais de Nova Olinda – CE”. Um convite a revisitar o passado, valorizar o presente e sonhar com o futuro, por meio das memórias de nossos antepassados, das conquistas atuais e dos sonhos das novas gerações.

Atendendo às turmas de 5º e 6º anos do Ensino Fundamental, a escola conta atualmente com 73 funcionários e 376 alunos e alunas. Neste desfile, seus participantes representaram, com orgulho, o sentimento de pertencimento e valorização da cultura local.

Abrindo o desfile, as alunas conduziram, com honra e respeito, o brasão da escola, seguidas pelos porta-bandeiras que trouxeram os símbolos maiores da nossa nação: as bandeiras do Brasil, do Estado e do Município.

A baliza representou o tema central do desfile: a beleza e a riqueza da cultura nova-olindense.

A primeira representação foi um convite a mergulhar nas origens desta terra: “O povo Kariri: a cultura de um povo guerreiro”.

Muito antes da formação do município, os povos indígenas Kariri já habitavam esta região. Eles são fundamentais para a formação histórica, cultural e arqueológica da região do Cariri. Resistentes e sábios, foram guardiões da terra, da natureza e dos saberes ancestrais que até hoje influenciam nossa identidade.

Em destaque, os alunos representaram o povo Kariri. As vestimentas e as pinturas corporais simbolizando a ancestralidade e a conexão com a natureza, marcas vivas da cultura indígena. O uso de fibras naturais, penas e sementes simbolizando a simbiose com a Chapada do Araripe.

Em seguida uma representação que retratou as bases da construção de Nova Olinda: “A formação do povoado: o trabalho e a fé”.

Nesta apresentação foi representado o cotidiano dos primeiros habitantes, o homem e a mulher do campo com seus instrumentos de trabalho e os frutos de quem planta, colhe e transforma a terra em sustento.

Onde ao lado do trabalho, caminha a fé, porque foi na confiança e na devoção que esse povo encontrou forças para seguir, superar desafios e construir sua história. Neste momento a imagem de São Sebastião, padroeiro de Nova Olinda, foi conduzido por estudantes representando os fiéis em procissão — uma demonstração de fé que atravessa gerações, simbolizando a devoção que une o povo nova-olindense.

A próxima representação nos conduziu à preservação da memória: “Museus vivos: preservando a nossa história”.

Esta representação evidencia a importância da preservação cultural através de instituições como a Fundação Casa Grande Memorial do Homem Kariri, reconhecida nacional e internacionalmente como um modelo de referência em gestão cultural, arqueologia social e educação patrimonial. Fundada em 1992 por Alemberg Quindins e pela arqueóloga Rosiane Limaverde, a instituição transformou a realidade local ao colocar crianças e jovens como protagonistas na gestão de um patrimônio histórico e arqueológico.

E é exatamente essa força da juventude retratada pela escola. Os “meninos da Casa Grande” representam crianças e jovens que fazem da cultura uma experiência viva. São eles que atuam como guias do museu, comunicadores na rádio, produtores culturais, editores de histórias em quadrinhos e pesquisadores. Aprendem fazendo, vivenciando e compartilhando saberes.

Destaca-se também a figura de Antônio Jeremias Pereira, personagem importante na luta pela emancipação política de Nova Olinda, representado por um dos alunos. O Museu Casa de Antônio Jeremias Pereira, inaugurado em 2017, é um dos museus orgânicos do município, dedicado a preservar a memória política e social da região.

Com o coração pulsante da cultura popular a escola também apresentou: “O chão da cultura e tradição”.

Neste momento foi referenciado as manifestações culturais que fortalecem a identidade do nosso povo com a tradicional festa de São Sebastião, representada pelos homens de fé que carregam o pau da bandeira — um gesto de devoção que atravessa gerações.

Também surge a figura da Rainha Exponova, símbolo da força feminina dentro das tradições. Ela representa não apenas a beleza, mas o protagonismo da mulher na cultura.  Sua presença dialoga com a vaquejada, tradição profundamente enraizada no sertão. E, se a vaquejada nos conecta com o passado, a Exponova se firma com o presente e a projeção do futuro: um evento que cresce a cada ano, fortalecendo a economia local, valorizando a agricultura familiar e projetando Nova Olinda para novos horizontes.

E é nesse mesmo chão de tradições que o reisado ganha vida. Muito mais que uma manifestação cultural, o reisado é uma celebração que reúne música, dança, teatro e religiosidade em uma expressão da cultura popular nordestina. Em Nova Olinda, essa tradição permanece viva graças à dedicação de pessoas como a Mestra Angelina, guardiã do reisado, que mantém acesa essa expressão cultural e transmite saberes ao nosso povo.

Na representação: “Herança de Mestres: arte em couro e artesanato”.

Nova Olinda se orgulha de ser reconhecida como “A cidade da arte em couro”, tradição eternizada pelo Mestre Espedito Seleiro, referência nacional e internacional, cujo talento transformou o couro em símbolo de identidade cultural.

Sua trajetória se conecta ao cangaço: foi seu pai quem produziu sandálias para Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, figura emblemática do sertão nordestino. Hoje, essa herança permanece viva, transformando o couro em arte e sustento para muitas famílias.

A tradição também se revela no trabalho da Mestra Dinha, referência na arte da tecelagem de redes, cujo saber foi reconhecido como patrimônio cultural. Ela recebeu o título de Notório Saber em Cultura Popular pela Universidade Estadual do Ceará, reconhecimento equivalente ao título de doutora.

A pintura em Pedra Cariri é outra expressão artística icônica de Nova Olinda, que revela a criatividade do povo ao utilizar o calcário laminado típico da região — a Pedra Cariri — como tela para retratar a fauna, a flora e o cotidiano do sertão. O Ateliê Pedra Sobre Pedra se destaca como principal referência desse trabalho na cidade.

E na última representação, onde o tempo aponta para frente: “O futuro de Nova Olinda: cultura, sustentabilidade, esporte e educação”.

Um futuro que preserva:

O futuro se constrói com consciência e responsabilidade. A preservação do meio ambiente, representada pela agrofloresta e pelo Geopark Araripe, reforça o compromisso com a sustentabilidade e o cuidado com a natureza. A agrofloresta aparece como símbolo desse novo caminho. A propriedade de seu Zé Artur, no Sítio Tabuleiro, aqui em Nova Olinda, é exemplo de transformação: um espaço que regenerou solos antes improdutivos, sem o uso de queimadas ou venenos, produzindo alimentos orgânicos e sustentáveis.

Compromisso com o esporte:

O esporte se apresenta como ferramenta de transformação social, revelando talentos, formando cidadãos e ensinando valores essenciais como disciplina, respeito e superação. Nova Olinda é uma cidade que acredita e investe no esporte.

Educação que transforma:

A educação, base de toda transformação, se revela na diversidade de sonhos que ganham forma. E junto à educação, a cultura literária também se faz presente. Destacamos as representantes da Academia de Letras do Brasil/Seccional Regional Araripe-CE, instituição que atua na preservação do patrimônio histórico e literário do Cariri Oeste.  Fundada em 2017, a academia reúne intelectuais de diversos municípios da região, incluindo Nova Olinda.

Neste momento três estudantes representaram mulheres que honram e fortalecem a cultura do nosso município: Luciana Muniz da França, Francisca Andréia Teles Barbosa Nergino e Lucélia Muniz da França — educadoras, escritoras e protagonistas na construção do saber. Elas simbolizam a força da mulher nova-olindense, que educa, transforma e deixa sua marca na história.

Porque preservar, educar, valorizar e sonhar são caminhos que nos conduzem a um futuro mais humano, mais consciente e cheio de possibilidades.

Mensagem da Escola Avelino Feitosa aos munícipes

Que Nova Olinda continue sendo terra de cultura, de fé, de trabalho e de sonhos. Que suas raízes permaneçam firmes, seu presente seja de conquistas e seu futuro seja guiado pelas mãos das novas gerações.

Que possamos honrar nossas raízes, valorizar nosso presente e construir, juntos, um futuro ainda mais digno, sustentável e cheio de oportunidades.

Parabéns, Nova Olinda, pelos seus 69 anos de história!

A Escola Avelino Feitosa agradece e celebra, com orgulho, esta terra querida!

Escola Padre Luís Filgueiras participa do Desfile Cívico 14 de Abril 2026 com o tema “Chão de Mestres, fonte da Cultura Viva” | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 16 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias   @peluis_plf

A Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Padre Luís Filgueiras participou do Desfile Cívico 14 de Abril 2026, levando em suas apresentações o Tema: “Chão de Mestres, fonte da Cultura Viva”. 

A referida instituição de ensino que conta com 470 estudantes tendo na gestão os professores – Aparecida Matos, Samara Macedo e Eduardo Diniz; a Secretária Escolar Francisca Ferreira e Assessora Administrativo Financeiro Rebeca Teles, foi a 13ª escola a desfilar na data comemorativa dos 69 anos de emancipação política do município de Nova Olinda-CE.

A EEMTI Padre Luís Filgueiras saudou o povo de Nova Olinda e se uniu, com alegria e profundo respeito, às comemorações da emancipação política do nosso município. 

Mais do que participar de um desfile cívico, a escola trouxe para a avenida um gesto de reconhecimento à história, à memória e às expressões culturais que fazem de Nova Olinda um território de saberes vivos.

Com o tema “Chão de Mestres, fonte da Cultura Viva”, as apresentações prestaram homenagem às pessoas e tradições que mantêm pulsante a identidade cultural do nosso povo.

Abrindo o desfile, a escola apresentou seu estandarte e suas bandeiras, símbolos de uma instituição que há mais de cinco décadas contribui para a formação de gerações de estudantes e para o fortalecimento da educação pública em Nova Olinda.

Ao longo de sua trajetória, a escola construiu uma história marcada pelo compromisso com o conhecimento, com a cidadania e com a transformação social. Como já celebramos em momentos especiais de nossa caminhada, mais do que um espaço físico, a escola é um lugar onde sonhos se encontram e vidas se transformam pela força da Educação.

Na sequência, o desfile fez referência à força da cultura e da formação cultural presente na cidade, evocando o universo da Fundação Casa Grande, importante espaço de valorização da infância, da memória e da cultura popular. Um mosaico formado por estudantes, representaram a emblemática fachada da Casa Grande, simbolizando o encontro entre juventude, arte e identidade cultural.

A escola também prestou homenagem ao mestre artesão Espedito Seleiro, cuja arte em couro se tornou referência nacional e internacional, carregando consigo os traços do sertão, da tradição e da criatividade do povo nordestino.

Em seguida, o desfile celebrou as mestras da cultura popular que, por meio de seus saberes, preservam e transmitem conhecimentos que atravessam gerações. A Mestra Dinha representada através do tear e de suas peças artesanais, símbolos de um trabalho que transforma fios em memória e identidade cultural.

Logo depois, a escola homenageou a Mestra Angelina como expressão viva da tradição e da sabedoria popular que sustentam a cultura de nosso município. Esta que dá nome ao Reisado coordenado pela mesma – Reisado de Angelina – atendendo a crianças e jovens.

Encerrando a apresentação, a escola reverenciou uma das manifestações mais marcantes da fé e da tradição local: a celebração de São Sebastião. O estandarte do santo, a simbologia do pau da bandeira e estudantes caracterizados evocam o espírito de devoção, união e pertencimento que marcam a Festa de São Sebastião de Nova Olinda, momento em que fé, cultura e comunidade se encontram.

A escola também se apresentou ao som da Fanfarra Vicência Pereira de Lima Alencar com o seu corpo de balé sob a regência do professor Jaime Borges.

Assim, entre educação, cultura, memória e espiritualidade, a Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Padre Luís Filgueiras reafirma seu compromisso com a valorização da história e da identidade do povo de Nova Olinda - um território fértil de mestres, onde a cultura permanece viva e continua ensinando.

Concluo esta matéria com a frase de José Ortega y Gasset, filósofo, jornalista e ativista político espanhol: “Cultura é o sistema de ideias vivas que cada época possui. Ou melhor, o sistema de ideias a partir das quais o tempo transcorre.”

 

14/04/2026

Nova Olinda meu chão cearense: uma história construída por um povo batalhador e acolhedor | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 14 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Nesta terça-feira (14), o município de Nova Olinda-CE completa 69 anos de emancipação política. Desmembrado do território de Santana do Cariri, a nossa terrinha, tem uma história construída por um povo batalhador e acolhedor.

“Cada cantinho da nossa terra tem uma lenda para contar.”

Uma história que se norteia por um passado guiado pelos nossos antepassados indígenas aos trabalhadores e trabalhadoras símbolo da luta de um povo pelas transformações sociais e valorização de uma cultura passada de geração em geração.

“Nossa cultura é nosso maior tesouro.”

Dos vestígios dos Kariris à sabedoria das rezadeiras, benzedeiras, parteiras, dos artesãos, dos agricultores, da gente humilde mais de uma sabedoria inspiradora que nos guiaram à luz do presente. Um presente construído por uma juventude adepta dos esportes, das atividades culturais, protagonistas na educação e em sua própria história.

“...orgulho de carregar no peito a força de um povo guerreiro”

Uma identidade moldada pela sabedoria popular ao ingresso dos que através do conhecimento sistematizado chegam aos bancos das mais diversas universidades. Daqueles que mesmo diante do saber científico traduzem a grandeza do saber dos nossos ancestrais.

“A nossa beleza está na alma do nosso povo.”

Somos plural e somos a soma de toda uma diversidade unida por uma Cultura que atravessa o território do nosso país. Nova Olinda está no mapa da cultura e na alma de quem por aqui passa e muitos que acabam por aqui fazer morada.

“Aqui se faz poesia com a vida e rima com alegria.”

Nova Olinda: cidade de gente acolhedora e batalhadora, rica em sabedoria popular, força e alegria! Um viva ao nosso povo!

Parafraseando Guibson Medeiros:

Nosso povo é hospitaleiro
gente humilde tão gentil
do agricultor ao vaqueiro
da agrofloresta ao céu anil

12/04/2026

O livro “A Cabeça do Santo” de Socorro Acioli é a inspiração para o enredo do Carnaval 2027 da Unidos da Tijuca | BRASIL

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 12 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @gresutijuca

@socorroacioli

Adormecendo do festejo de Bitita e começando a sonhar uma nova história, a Unidos da Tijuca, segue acreditando na potência da literatura brasileira em diálogo com o carnaval. Esta apresentou o enredo com o coração cheio de esperança, a alma revigorada e - pra entrar na dança - corpo e cabeça no devido lugar.

Sucesso absoluto com o público e a crítica, o livro A CABEÇA DO SANTO, da escritora Socorro Acioli, salta do andor das prateleiras para o asfalto mágico da avenida, transformado em fantasia para que o povo conte uma daquelas histórias que só poderia acontecer neste nosso Brasil. Acioli reafirma o poder da palavra e do encantamento como formas de resistência, preservação cultural e reinvenção do cotidiano. A escritora nasceu em Fortaleza-CE e é jornalista e professora, com Mestrado em Literatura Brasileira e Doutorado em Estudos de Literatura.

Entre os romeiros incansáveis, preces e simpatias, trapalhadas e intercessões, a Tijuca viajará numa contação popular, escutando as vozes de mulheres tomadas de paixão, efervescendo nas celebrações juninas e rogando a Santo Antônio por nosso milagre de carnaval: o casamento entre a Unidos da Tijuca e o povo da Marquês de Sapucaí.

A logomarca oficial da Unidos da Tijuca 2027 foi idealizada pelo carnavalesco Lucas Milato e realizada pelo designer Rodrigo Cardoso numa composição para o enredo do próximo desfile se inspirando nas famosas paredes de santo, tão típicas do Ceará, para transformar a lendária cabeça de Santo Antônio de Caridade no altar das fantasias.

Entre simpatias, terços, amuletos e orações, a primeira imagem da quimera fantástica e carnavalesca é o convite para que todos embarquem neste novo sonho. Que sejamos felizes, com as bênçãos do Santo Casamenteiro e dos Deuses do Carnaval!

Prefeito de Nova Olinda anuncia o lançamento de novo jingle com foco na cultura local | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 12 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @leobritoneves

@prefeituradenovaolindace

Em breve, o município apresentará seu novo jingle oficial e o vídeo institucional, composição do artista Leonardo de Luna.  O refrão será marcado pela estrofe “Cidade que encanta, Cultura tão linda, quem te visita, volta de novo, Governo de Nova Olinda avançando com o povo.”

A proposta é cantar as belezas do município, com afeto, pertencimento e memória. Um lugar onde cultura e natureza se encontram para deixar marcas verdadeiras.

O novo jingle institucional, anunciado pelo Prefeito Leo Brito, fala de pertencimento, cultura, memória e do encanto de uma terra que acolhe, inspira e deixa marcas em quem chega.

Em breve, será lançado o clipe institucional para dar imagem e mais sentimento a música que já é motivo de orgulho para Nova Olinda.

Shakespeare sob máximas 'Da Ordem de Platão' Por Dr. Mário Carabajal | BRASIL

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 12 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Prof. Dr. Mário Carabajal - Escritor, crítico literário, Especialista em Pesquisa Cientifica, Mestre em Relações Internacionais, Doutor em Ciências Educacionais, Pós-Doutor em Filosofia. Presidente da Academia de Letras do Brasil 'Da Ordem de Platão'

1. "Ouça a todos, mas preserve sua voz" (Shakespeare)

Observamos ser o excesso de reserva uma forma de manipulação ou covardia.

Ao ouvir tudo e nada dizer, o indivíduo assume uma postura de 'espectador da vida'. A omissão impede a vulnerabilidade, e sem vulnerabilidade não há conexão real. Manter a voz 'preservada' pode se transformar em um silêncio arrogante que nega ao outro o direito de nos conhecer, tornando a relação unilateral e desonesta.

2. "Seja fiel a si mesmo" (Shakespeare)

Tal conceito, sem aprofundamento crítico, pressupõe o "self" como uma entidade estática e inerentemente boa.

Ora! Se o nosso 'eu' for egoísta ou cruel, ser fiel a si mesmo torna-se uma justificativa de evolução ao narcisismo. A busca por uma "essência" imutável, do próprio Platão, sem a crítica moderada, pode impedir a evolução. Eventualmente, para crescermos, exigimo-nos, justamente, romper ou mesmo trair quem fomos para abrir caminhos a quem podemos ser. Como exemplo grosseiro, imagine, alguém com extrema dificuldade financeira e preservando, no quintal, um carro velho, quase sucata, por 'amor' ao que representou no passado, sem coragem de vendê-lo, para dar início ou impulso a um novo momento à vida...

3. "Assuma o protagonismo da sua história" (Shakespeare)

Não somos, não podemos e não nos é facultada a instância de protagonismo pleno de nossa história. Shakespeare ignora, omite ou fantasia o peso esmagador das estruturas sistêmicas.

Inequivocamente não deve-se admitir o extremo contrário de 'deixar a vida nos levar'. Mas crer no protagonismo absoluto gera recorrentes frustrações, uma vez que os sistemas no quais encontramo-nos inseridos encarregam-se de refutar tal assertiva. Inspiradora certamente, não fosse flerte deste pensamento com o voluntarismo ingênuo. Nem todas as circunstâncias externas podem ser vencidas apenas pela escolha individual. Atribuir todo o peso do destino ao "protagonismo' pode vir a gerar uma culpa paralisante, sobretudo naqueles que são vítimas de tragédias sociais ou biológicas que fogem ao pseudocontrole do arbítrio. Do macro ao micro como existem leis e ordens, sistemas e comportamentos de assimilações outras de interesses e ordens distintas, eliminando este protagonismo sem considerar as influências de ordens sistêmicas interdependentes.

4. "Cultive a humildade de saber que ainda pode se tornar"

A humildade 'em si' sem a correlata consciência das capacidades adquiridas dominadas e competências de comprovados resultados, levaria a uma insatisfação perpétua, mantendo o ser em um mundo futuro de expectativas, sem o prazer das conquistas no 'aqui e agora' - importantíssimas à retroalimentação edificante  dos múltiplos estágios indispensáveis à construção dos ideais.

O foco excessivo no "vir a ser" no futuro, pode desvalorizar o 'ser' no presente. Não podemos nos manter em estado permanente de rascunho de uma obra inacabada, sem permitir-nos a sensação de plenitude, conciliativa-agregadora de nossos esforços, como se insuficientes fossemos, sem a necessária auto valorização, tanto de conquistas pessoais, quanto daquelas em contribuição à construções coletivas... Nesse sentido de imperfeição permanente, a humildade se faz em uma armadilha de autoconhecimento, sem jamais permitimo-nos  habitar nossas próprias conquistas.

5. "Use a adversidade como caminho, não como obstáculo"

A humanidade costuma romantizar o sofrimento. Colocando, até mesmo, diante aos seres, exemplos de elevado sofrimento, como caminho à conquista de dado grau, condição ou elevação existencial. Enquanto, de fato, nem toda queda ensina. Algumas, ao contrário, apenas mutilam. Afirmarmos que a adversidade é sempre um caminho, pode validar abusos, aceitar o mal ou injustiças como 'lições de vida' necessárias ao alcance de um evoluir particular e único. Há dores que são puramente destrutivas e não trazem ou resultam em sabedoria, senão de evitação e exemplo a ser evitado... Exigir-se que a vítima extraia 'valor' de tais experiências, de grande sofrimento, constitui-se em uma forma de violência intelectual. A superação decorrente, faz-se excludente a necessidade do mal à sua conquista.

Nossa análise, por força do comprometimento 'Da Ordem de Platão' busca por uma ética mais ativa e responsável. Shakespeare, escrevia, em seu tempo, mais voltado para o teatro, focando, em especial, o conflito. Cabe-nos, enquanto pensadores de um outro tempo e, em essência 'Da Ordem de Platão' adotarmos bases filosóficas, não apenas em busca de uma sabedoria meramente poética... Mas, isto sim, focada em um saber pleno, humano e prático, de aplicação em um palco real, onde as palavras sabidamente repercutem sobre a vida, exigido-se-nos filtrar esse pragmatismo equivocadamente absorvidos e validado pelos amantes de Shakespeare, sem a indispensável e responsável crítica, elevando a escrita, do 'teatro à vida' evitando-se a adoção da indiferença e ou isolamento. Variáveis estas que conduzem à distorções repercutivas alo e auto consequentes de imensuráveis desdobramentos, em elos exponenciais de incertezas e descaminhos.

Nossa análise foca em um ponto crucial, em nosso ver, de necessidade, por compreender um limite tênue, porém distante entre o que resulta na adoção da prudência e ou da omissão. Ao analisar essas máximas - algumas extraídas dos conselhos de Polônio em Hamlet - percebemos que Shakespeare, em suas bases de escrita, alimentava personagens que ofereciam conselhos pragmáticos à sobrevivência social. Todavia, estes, se submetidos a uma mais exigente lente ética, sob a Ordem de Platão, e se conduzidas à época moderna ou existencialista, revelam graves fissuras.

Observe-se nossa pretensa mas comprometida análise crítico-construtiva, desenvolvida sobre o que consideramos 'pontos fracos' de cada base conceitual, por nos eleitas, por considerar, tais 'assertivas' engenhosamente perigosas ou mesmo enganosas ao evoluir humano, sem a devida crítica.

Shakespeare era mestre em mostrar que a sabedoria humana é cheia de contradições. Ao nosso temo, muitas destas contradições podem encontrar amplitude nos conceitos por Shakespeare enunciados. Suas "lições" são, muitas vezes, armadilhas retóricas dos próprios personagens.

Nesse sentido, a natural exposição, sem reservas preservativas de status e posições sociais, mútuas, em diálogos de caráter verdadeiramente humano-evolutivos, dentre os quais pode-se incluir também a busca da sabedoria e verdade, mesmo em instâncias científicas, faz-se em dever ético, transformando o 'silêncio de prudência' em "diálogo, argumento, embasamento, teoria, tese e antítese, e a 'fidelidade a si mesmo, de isolamento' em "autenticidade, hipótese e busca compartilhada". O que nos leva ao movimento de sair da plateia omissa ou repercutiva e assumir a responsabilidade pelo 'impacto' que virmos a causar no outro, nas ciências e na vida, sem omissões e meias verdades, expressas como se verdades finais fossem.

07/04/2026

Dia do Jornalista: por mais pautas educacionais e culturais | CARIRI OESTE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 07 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Nesta terça-feira (07), se comemora o dia do jornalista e aproveito para compartilhar com vocês a importância da construção e divulgação de mais pautas educacionais e culturais, principalmente a nível regional, onde se estabeleça uma conexão com a nossa gente, o nosso povo.

A minha experiência no meio digital começou no ano de 2010 na atual EEMTI Padre Luís Filgueiras de Nova Olinda. Fui uma das professoras pioneiras na época da implantação dos Laboratórios Educacionais de Informática nas escolas. E desde este ano já pensava como foco a tecnologia aliada à educação e à cultura.

Das câmeras digitais às câmeras com baterias, dos blogs ao portal de comunicação. Da blogueira a jornalista que vos fala, levando informação para o nosso Cariri Oeste. A profissionalização do Portal de Comunicação no ano de 2019 foi uma reviravolta na amplitude das matérias onde passamos a atender 10 municípios, em especial, Nova Olinda, Altaneira, Santana do Cariri, Potengi, Araripe, Campos Sales, Salitre, Assaré, Tarrafas e Antonina do Norte.

Vale salientar que nenhum trabalho ganha força quando é feito por uma única mão/única via. Aqui a coletividade faz toda a diferença: são braços que nos levam a cada município por meio de um processo de troca de informações. Ainda conto com o apoio de empresários/profissionais que contribuem financeiramente na divulgação de seus empreendimentos e ao mesmo tempo me dão condições de efetuar o pagamento de algumas despesas para manutenção deste portal.

Falar de Cultura e da Educação num meio onde as pautas se configuram em sua maioria na divulgação de problemas sociais latentes – como a violência, crimes, acidentes por imprudência no trânsito, e por aí vai – tudo isso aliado ao sensacionalismo estruturado sobre muitas fakenews e fontes de origem duvidosa, treina o olhar das pessoas a consumirem este tipo de trabalho com mais frequência.

Na Era da Sociedade da viralização e dos likes, desconstruir o olhar e acender uma chama que atente para as áreas educacionais e culturais é desafiador. É preciso dedicação, competência, ética e insistir e persistir diante do que já vem embalado com temas que atraem o olhar da sociedade pela frieza dos fatos e da curiosidade diante de ações que muitas vezes está relacionada a exposição da dor do outro, da vida de outros.

O jornalismo policial de fato é sim imprescindível, mas muitos veículos de comunicação pegam embalo e destorcem a informação em busca do alcance de visualizações. Quando não se mostra a existência de ações/projetos educacionais e culturais, parece que a sociedade se estrutura na base das mazelas sociais e não na superação destas.

A sociedade consome o que lhes é oferecido e se prevalece a desinformação, será este consumo o indicador da formação dos leitores, pois em sua maioria não costumam checar a veracidade das informações.

Ainda sinto falta também de mais mulheres à frente dos veículos de comunicação até para a construção de pautas relacionadas à gênero, etnia, cidadania e tantos outros temas urgentes e necessários. Por mais pautas educacionais e culturais!  

Hoje celebro a conquista do dia 28 de novembro de 2023, ocasião na qual obtive o meu Registro Profissional como Jornalista emitido através do Ministério do Trabalho e Emprego sob o número 0004886/CE, documento valido em todo território nacional. E no dia 26 de abril de 2024 me tornei associada à Associação Brasileira dos Jornalistas-ABJ. Avante! Por mais pautas educacionais e culturais!

Tranças nagô: resistência, ancestralidade e identidade cultural negra | CARIRI OESTE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 07 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

As tranças nagô são penteados afro de raiz, rente ao couro cabeludo, com forte significado de resistência, ancestralidade e identidade cultural negra. Originárias de diferentes tribos africanas, historicamente serviram para indicar status social e, durante a escravidão, desenhavam rotas de fuga para quilombos e escondiam sementes. 

No período escravagista, os desenhos das tranças funcionavam como mapas para os quilombos e indicavam rotas de fuga. Enquanto identidade ancestral remetem a pretos e pretas ancestrais, fortalecendo a raiz genealógica e o orgulho cultural.

Na África, os estilos de tranças podiam indicar a tribo de pertencimento, estado civil, idade ou status social. Hoje, é uma forma de afirmação da beleza afro e valorização da textura natural do cabelo, considerado um penteado protetor. 

O termo "Nagô" refere-se ao dialeto Jejê, termo usado para falantes da língua Iorubá, com o penteado também sendo conhecido como irun didi ou kolese.

No contexto atual vale ressaltar a importância da valorização da beleza e estética negra. Sou de uma geração onde a falta de produtos e a estética se baseada na definição do padrão de estética dos brancos aliada a desinformação e falta de conscientização. Produtos químicos, chapinhas, escovas para alisar o cabelo, representavam o desenho do padrão ideal de beleza regrado pela ditadura da estética da beleza dos brancos.

Hoje existe salões de beleza e produtos de estética para atender pessoas negras e podemos assumir com orgulho, rompendo a ditadura da estética imposta pelo ideal de ‘beleza’ das pessoas brancas. Tranças, cachos e os mais diversos penteados tem estado presentes na valorização da cultura negra, sendo uma estética que resgata os próprios penteados usados por nossos ancestrais negros: símbolo de resistência, história e identidade.

Muitas conquistas têm guiado todo este processo. Uma delas é o da profissão de trancista, oficialmente reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em junho de 2025, com a inclusão na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) sob o código 5161-65. Esta conquista valoriza a cultura afro, oferece segurança jurídica, direitos previdenciários e formalização para milhares de mulheres negras.

Faço as minhas tranças e penteados em Nova Olinda mesmo, município onde resido e de minha naturalidade. Comecei a usar tranças no @anasdetrancas especialista em tranças nagôs onde fiz uma  Knotless Braids, faço tranças também com @trancistaevelyn_ (Box braids/ gypsy braids/ nagô/ ghana braids) e com Thuane Matos. 

05/04/2026

A ressureição que a gente ignora Por Matheus Farizatto

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 05 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias     @dofundodacaneca

@matheusfarizatto

Matheus Farizatto - Jornalista com 20 anos de Comunicação para empresas | Estrategista de conteúdo na @canecacomunicacao  | Escritor no @dofundodacaneca

A gente se condicionou a esperar o calendário para celebrar a vida. Espera a missa de sétimo dia para valorizar quem a gente tinha. Espera o Natal chegar para, então, doar. O aniversário para presentear.

A gente espera o domingo de Páscoa para falar de ressurreição. Mas, enquanto a gente espera a data, o doce da vida vai amargando na gaveta da conveniência.

A Páscoa nos remete a Jesus e sua ressurreição, mas, pouco de fala da nossa falta de vida fora das datas comemorativas.

Na minha percepção, tudo é colocado como transformações grandiosas (um homem voltar da m0rte, a missa, a alegoria), mas, proponho que a gente olhe para as pequenas ressurreições que a gente deixa de escolher e que nos fazem voltar a viver sem toda essa encenação da paixão.

Falo sobre a coragem de deixar morrer o que não nos serve mais para que algo novo possa, finalmente, respirar.

Caneca na mão? Então cata essa reflexão: por que a gente tem tanto medo das nossas ressurreições diárias?

Ressuscitar no dia a dia é um ato de rebeldia contra a nossa própria estagnação. É entender que, para eu evoluir, a pessoa que aceita migalhas de atenção precisa morrer. Quem tinha medo de dizer não precisa ser enterrado. A versão de você que se sente culpada por buscar a própria felicidade precisa desaparecer.

O problema é que a gente se apega ao cadáver dos nossos hábitos sustentados por automatismo.

A gente carrega culpas, medos e mágoas como se fossem motivos de orgulho, sem perceber que eles são o peso que nos impede de sair da tumba da vida boba.

Uma vida sem constante ressurreição é uma vida onde a gente evita a morte simbólica de quem nós realmente somos.

É surreal ver o tanto de gente que prefere viver na tumba, sepultada, por falta de coragem de descobrir o que tem logo ali depois de ela rolar a pedra que a mantém no escuro da caverna.

Não existe renascimento sem alinhamento com quem somos, meu beyn. É assim que você se torna capaz de reconhecer e se perdoar pelos erros, de voltar a viver por abandonar aquilo já morreu faz tempo.

Se a vida é eterna, por que a gente insiste em parar o seu fluxo?

Ressuscitar é uma escolha de posicionamento. É decidir que o seu eu de amanhã merece um espaço que o seu eu de hoje está cansado de ocupar.

Neste domingo, meu convite é que a gente não espere a Páscoa, o Ano Novo ou sei lá qual data para renascer. Quero muito que a gente aprenda a m0rrer um pouquinho todas as noites para que possamos ressuscitar mais leves, mais lúcidos e mais vivos todas as manhãs.

Renascer não precisa de batismo, roupa cara em recém-nascido ou mergulhos de costas para a água, vestindo roupas brancas. Renascer é o trabalho silencioso e sem público de rolar a pedra todos os dias.

(Obrigado por ler. Feliz Páscoa)

03/04/2026

O PEIXE NA CULTURA AFRO-BRASILEIRA: ENTRE O SAGRADO E A VIDA Por Sérgio Melo

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 03 de abril de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @sergioo.melo

Minha família materna tem uma relação muito forte com peixe. Essa relação se estende aos espíritos cultuados em nossa macumba. Sempre que nossos parentes vinham nos visitar, tinha peixe no almoço. Da mesma forma, as oferendas aos mortos, alguns recebiam peixe, como a Preta Velha da minha mãe, Vovó Maria Redonda da Bahia e meu preto velho, Pai Joaquim também.

Quando a gente fala do peixe dentro da cultura afro-brasileira, não estamos falando só de alimento. Estamos falando de história, de ancestralidade e de uma conexão profunda com as águas, que são fonte de vida, de força e de espiritualidade. O peixe é um alimento sagrado. Ele está presente nas comidas de santo e também nas oferendas, sempre com um sentido de respeito, de entrega e de conexão com o sagrado, sendo uma relação vem de muito tempo das tradições africanas, que trouxeram consigo uma forma de enxergar o mundo onde tudo está conectado: natureza, espiritualidade e vida cotidiana e aqui se mesclaram com os povos originários na mesma sintonia. O peixe carrega o significado de movimento, de continuidade, de fertilidade e multiplicidade. Ele vive nas águas, e nas religiões de matriz africana, as águas da Kalunga são moradas de força, de energia, e principalmente dos Ancestrais, como um grande portal.

O peixe, além da relação espiritual, também está no nosso dia a dia, principalmente na culinária. A comida afro-brasileira carrega muita história — e o peixe tem um papel importante nisso. E é fundamental reconhecer o papel das populações ribeirinhas e dos pescadores, que sempre tiveram uma relação direta com as águas, há gerações, vivendo da pesca, garantindo o sustento de suas famílias, preservando uma forma de vida baseada no equilíbrio, no respeito e na conexão com o ambiente. A pesca é trabalho, é cultura, é identidade e é continuidade de saberes ancestrais.

Simbolicamente, o peixe ensina sobre saber se mover, saber se adaptar, saber fluir, mesmo quando a correnteza muda. Cabendo a reflexão: estamos fluindo com a vida ou nadando contra ela todo momento?

Sergio Melo
Babá de Umbanda | Psicólogo e Educador Social