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15/03/2026

Sempre fui uma pessoa solícita e solidária, pronta para ouvir e enfrentar injustiças e ajudar ao próximo – Brenda França, bacharela em Direito | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 15 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias    @_brenda_franca

Brenda França Aragão, 23 anos, é filha de Adailto Raimundo Muniz da França, professor de matemática, e de Diana Moreira Aragão. Nasceu na cidade do Crato, embora tenha vivido toda a infância na cidade de Nova Olinda-CE e a partir do ano de 2018 passou a residir na cidade de Juazeiro do Norte-CE.

Hoje, o Ubuntu Notícias, compartilha o depoimento da bacharela em Direito, Brenda França:

A maior parte do meu ensino fundamental foi cursada em escolas públicas de Nova Olinda, nas instituições EEF José de Alencar Alves e EEF Avelino Feitosa. Já o ensino médio foi realizado no 2º Colégio da Polícia Militar do Ceará Coronel Hervano Macedo Júnior (2º CPM-CHMJ), na cidade de Juazeiro do Norte, entre os anos de 2018 e 2020.

Minha jornada no Direito iniciou-se com a aprovação no vestibular 2020.2 da Universidade Regional do Cariri (URCA), no Campus São Miguel, na cidade do Crato-CE. Ingressando na universidade como mulher parda, por meio do sistema de cotas, política afirmativa que enfatizo como um marco de resistência, essencial para garantir a diversidade e a inclusão na universidade.

A vida acadêmica se iniciou em 2021 e finalizado em dezembro de 2025, anos de muita dedicação, vivenciando a prática por meio de estágios realizados na cidade de Juazeiro do Norte, sendo eles na Delegacia de Defesa da Mulher - Juazeiro do Norte e no Escritório de Advocacia Tâmara Soares, a qual permaneço atualmente como Bacharel em Direito, limitando-se às atividades que me cabem na atuação.

O título de Bacharel em Direito foi oficializado com a colação de grau em 05 de março de 2026, encerrando um ciclo de aprendizado para iniciar novos capítulos, levando comigo o conhecimento, a voz e a representatividade. No momento estou estudando para realizar a prova da OAB e também pretendo iniciar uma pós-graduação na área de Direito Previdenciário e na área de Direito de Família.

O encanto pelo Direito me acompanha desde cedo, tanto pela teoria quanto pelas formas de atuação. Mas foi na adolescência, no ensino médio, que essa semente floresceu e decidi seguir na área.

Sempre fui uma pessoa solícita e solidária, pronta para ouvir e enfrentar injustiças e ajudar ao próximo. Com o tempo percebi que no Direito, era o lugar onde eu realmente me encontrava.

O maior desafio dessa trajetória foi conciliar a rotina acadêmica com hobbies, vida social e momentos em família, coisas que não podem ser deixadas de lado, uma rotina que requereu muita organização.

O curso de direito me proporcionou diversas experiências. Aprofundei conhecimentos, tive a oportunidade de participar de grandes eventos e palestras, tive o prazer de conhecer pessoas que se destacam no mundo jurídico, que estiveram presentes durante a minha rotina de estudos. Conheci novas pessoas, reencontrei pessoas, e deixo aqui registrado a minha eterna gratidão aos meus familiares, aos meus amigos e a todas as pessoas que ficaram desde o início dessa jornada ao meu lado que foram uma fonte de apoio para momentos bons e para momentos difíceis.

Assim, destaco a grande oportunidade de ingressar em uma universidade, não apenas sendo um espaço para a realização de um sonho, para uma realização pessoal, mas um espaço que permite a todo e qualquer jovem transformar a sua vida e transformar a vidas das pessoas, tudo isso através da EDUCAÇÃO!

13/03/2026

Título de cidadã nova-olindense será concedido a Secretária da Cultura do Ceará, Luisa Cela | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 13 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

A decisão partiu de uma indicação da Vereadora Lourdes da Saúde com aprovação unânime. A honraria será entregue em Sessão Solene da Câmara Municipal de Nova Olinda no Teatro Violeta Arraes/Engenho de Artes Cênicas às 18 horas no dia 20 de março.

Sobre Luisa Cela de Arruda Coelho

Luisa Cela é gestora cultural e administradora pública, com atuação nas áreas de políticas culturais, direitos humanos e cidadania. Desde 2014, constrói uma trajetória na gestão pública voltada ao fortalecimento da cultura, ao acesso às políticas culturais e à valorização das expressões culturais do Ceará.

Atualmente é Secretária da Cultura do Estado do Ceará, à frente da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, onde coordena políticas públicas culturais, programas de fomento, preservação do patrimônio e fortalecimento da economia da cultura em todo o estado.

Durante sua atuação à frente da política cultural do estado, Nova Olinda foi contemplada com investimentos importantes. Um exemplo concreto foi a destinação de recursos do programa Pro-Siec, que viabilizou cerca de 60 mil reais para o planejamento da reforma do Centro de Artesanato Antonia Domingos Maciel/Mestra Antonia do Ó, espaço fundamental para a valorização do nosso artesanato e da economia criativa local.

Outro ponto que merece destaque é o apoio à salvaguarda dos saberes tradicionais, especialmente com a articulação que possibilitou o reconhecimento de Mestra Dona Dinha como Tesouro Vivo da Cultura no edital de 2024, valorizando um patrimônio humano que representa a história e a identidade do nosso povo.

Também é importante reconhecer o papel da secretária na articulação em torno da valorização do território da Chapada do Araripe, inclusive no esforço de projetar a região para o reconhecimento internacional como patrimônio mundial, algo que fortalece não apenas a preservação ambiental e cultural, mas também o desenvolvimento sustentável da nossa região.

Além disso, sua gestão dialoga com importantes investimentos em infraestrutura cultural e espaços de convivência em nossa cidade, como o Passeio Público Cultural Dra. Roseane Limaverde e a Praça do Calçadão José Roberto de Carvalho, o Zé Grandão, que leva o nome de uma figura simbólica ligada ao universo do Mestre Espedito Seleiro, uma das maiores referências da cultura popular brasileira.

Também não podemos deixar de mencionar o papel do Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, equipamento da rede estadual inaugurado em 2022, que tem ampliado o acesso à cultura em toda a região e já levou programação para o nosso município através do programa Gira Cariri.

12/03/2026

Mostra Websérie Museus Orgânicos e seus Mestres | CARIRI

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 12 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com Informações de @fundacaocasagrande

AUDIOVISUAL | Anota na agenda que nos dias 16, 17, 18 e 21 de março no horário de 9h às 12h e das 14h às 17h acontece a MOSTRA MUSEUS ORGÂNICOS E SEUS MESTRES no Teatro Violeta Arraes - Engenho de Artes Cênicas, localizado na Fundação Casa Grande em Nova Olinda-CE.

A mostra tem como objetivo compartilhar com a comunidade a produção da Websérie Museus Orgânicos e seus Mestres que apresenta a riqueza cultural da Chapada do Araripe e convida o público a conhecer com mais profundidade e encanto a história do seu território e do seu povo.

A websérie é resultado das atividades formativos da Escola de Comunicação da Meninada do Sertão realizadas no ano de 2025 e 2026, onde crianças e jovens através da educomunicação compartilharam conhecimentos, exercitaram seu olhar e criaram produções audiovisuais e radiofônicas sobre o território que habitam, a bacia cultural sociobiodiversa da Chapada do Araripe.

A Escola de Comunicação da Meninada do Sertão tem apoio do Criança Esperança.

10/03/2026

Lançamento da Cartografia de Comunicação Popular | CARIRI

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 10 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com Informações de @coletivocamaradas

@radiocafundo

A Web Rádio Cafundó convida para o lançamento da Cartografia da Comunicação, um momento de encontro, partilha e fortalecimento das experiências de comunicação construídas nos territórios do Cariri.

Data: 14 de março de 2026

Horário: 9 horas

Local: Sede do Coletivo Camaradas

Rua Monsenhor Juviniano Barreto, 350, Centro

Em Crato-CE

A atividade reúne comunicadores populares, coletivos e iniciativas comunitárias para apresentar o mapeamento das experiências de comunicação popular da região, valorizando rádios livres, mídias independentes e práticas de comunicação comprometidas com os territórios e com a participação social. Será um momento também de fortalecimento da comunicação no cariri.

A iniciativa conta com a ação estruturada dos Agentes Territoriais de Cultura, através da Agente Ana Ruty Paz, Coletivo Camaradas, Coletivo Ensaio Aberto, Mensageiras da paz e Rádio Cafundó.

Presenças confirmadas até o fechamento desta matéria:

Francisco Nascimento – Diretor da Web Rádio Cafundó

Ana Letícia – Bióloga e Poeta

Maria Renágila – Técnica em áudio e vídeo

Lucélia Muniz – Portal Ubuntu

Dalila da Silva – Jornalista

Ana Ruty Paz – Agente Territorial de Cultura

O momento vai contar com uma Roda de Conversa: “Articulação em Rede: Comunicação Popular e Mobilização Territorial” com mediação do Jornalista Paulo Rossi.

“O caminho do adeus na terra da dor” é selecionado para a coleção Conto rural | NOVA OLINDA-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 10 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

O conto O caminho do adeus na terra da dor foi aceito para a coleção de Conto rural do Grupo Editorial Letras Negras. Obteve uma pontuação de 9/10 e, nas palavras do júri - o conto apresenta uma narrativa sensível e bem construída, com uma ambientação que contribui para envolver o leitor na história desde o início.  O texto trabalha com elementos de dor, memória e resistência, criando uma história que mistura realidade e dimensão espiritual. Trata-se de um conto que evidencia cuidado na construção narrativa e capacidade de provocar reflexão no leitor.

Convido os(as) professores(as) a trabalharem este conto em sala de aula. Penso que seja possível a partir das turmas do 9º ano do Ensino Fundamental. Tenho o conto mais 20 questões elaboradoras no Google Formulários, onde os estudantes podem fazer a leitura deste e em seguida verificar seus conhecimentos por meio do referido formulário já conferindo a correção automaticamente.

O conto é ambientado com base na ‘Seca de 1915’ um dos eventos climáticos mais devastadores do Nordeste brasileiro, especialmente no Ceará, provocando fome extrema e milhares de mortes. Houve uma altíssima mortalidade por fome e doenças (como a varíola e a cólera) devido às condições precárias nos campos. Estima-se que, junto com a migração forçada, a seca dizimou grande parte da população sertaneja.  A obra O Quinze (1930) de Rachel de Queiroz é o principal registro literário, narrando a dura realidade dos retirantes.

Para criar a protagonista da história me inspirei na minha avó materna, a Senhora Ana Rosa de Lima (1903-1985). Ela vivenciou este evento climático aos 12 anos de idade. Quando casou ficou viúva jovem e vestiu-se de preto em sinal de luto até seu último dia de vida. O nome dos personagens do conto são uma homenagem aos meus avós maternos e aos meus pais – Antonio, Maria, João e Ana.

Ao longo do conto também me utilizo da espiritualidade para simbolizar a dor e a resistência, fazendo usos de elementos das histórias que ouvi quando criança, tais como figuras fantasmagóricas, pessoas sepultadas à beira da estrada e condições de acesso a água e comida, essenciais à sobrevivência.

Vale salientar que a revisão do conto foi feita por três professores de Língua Portuguesa: a Professora Samara Macedo, o Professor Antonio José e a Professora Hericka Santos, a quem deixo os meus agradecimentos, carinho e admiração!

Espero que gostem! Se forem trabalhar em sala de aula, entra em contato comigo e envia um relato da experiência junto com fotografias, turma e escola. Será uma alegria compartilhar aqui no Ubuntu Notícias o resultado da sua experiência.

Para acessar o material e trabalhar de forma didática em sala de aula clique AQUI.

Mutirão comunitário vai plantar 60 árvores frutíferas no Sítio Urbano do Gesso | CRATO-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 10 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Ação no próximo dia 14 de março reúne estudantes, moradores e entidades ambientais para fortalecer a preservação de área verde reconhecida por Lei no Crato

O Crato se prepara para um dia de celebração da cidadania e do meio ambiente. No próximo dia 14 de março, a partir das 8h, será realizado um grande Mutirão de Plantio no Sítio Urbano do Gesso. O ponto de encontro para os voluntários será em frente ao Colégio Municipal Pedro Felício Cavalcanti, de onde os participantes seguirão para a área de plantio.

A ação tem como meta plantar cerca de 60 mudas de árvores frutíferas no local, envolvendo ativamente os estudantes da unidade escolar no processo de aprendizagem prática sobre sustentabilidade e cuidado com os espaços públicos. O Sítio Urbano do Gesso, instituído pela Lei Municipal nº 3612/2019, está localizado às margens da linha férrea, entre a antiga Estação da RFFSA e a Escola Profissionalizante Violeta Arraes, sendo uma área destinada oficialmente ao cultivo de espécies frutíferas e medicinais.

A iniciativa é fruto de uma parceria conjunta entre o Coletivo Camaradas, Green Kariri, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudança do Clima, Projeto Nova Vida, Parque Urbano Pomar da Encosta e o Colégio Municipal Pedro Felício Cavalcanti.  O mutirão reforça a responsabilidade compartilhada entre o poder público e a comunidade na preservação e manutenção deste importante pulmão verde da cidade.

Cultura e resistência

O mutirão de plantio integra as atividades do projeto “Agentes do Sítio Urbano do Gesso”, que foi contemplado pelo edital Território Criativo do Gesso, uma das linhas de ação do Prêmio Periferia Viva, promovido pelo Ministério das Cidades.

O projeto tem um caráter amplo e articulador, promovendo a conexão entre universidades, escolas, secretarias municipais, movimentos sociais e moradores locais. O objetivo é fortalecer a identidade do território e a gestão compartilhada do sítio urbano, garantindo que ele seja cada vez mais um espaço de convivência, aprendizado e segurança alimentar para a população.

A Academia de Letras do Brasil inicia movimento histórico de expansão para África e Europa lusófona

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 10 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com Informações da Academia de Letras do Brasil

Há momentos na história de uma instituição em que a tinta da caneta parece pesar mais do que o próprio papel. Não porque se escreve muito, mas porque se escreve história. E é exatamente isso que a Academia de Letras do Brasil – ALB Internacional da Ordem de Platão inicia agora: um novo capítulo no mapa cultural da língua portuguesa.

 

Com a publicação da Portaria nº ALB.OP.02.01.126.2026, a ALB Internacional oficializa o início de um amplo movimento de integração cultural entre América, África e Europa, promovendo a criação de novas academias de letras em países de língua portuguesa e fortalecendo a presença institucional da Academia no cenário internacional.

 

A iniciativa nasce sob orientação da Presidência Nacional da ALB e por meio do Departamento Global de Administração – DGA, consolidando uma estratégia de diplomacia cultural baseada na literatura, na educação e na valorização do patrimônio linguístico comum que une milhões de pessoas em diferentes continentes. Não se trata apenas de expansão institucional. Trata-se de reconectar os territórios da língua portuguesa através da cultura.


Nomeações estratégicas para a missão internacional

Para conduzir esta nova etapa histórica, foram designadas duas lideranças com papel central no processo de articulação e implantação das academias.

Foi nomeada Dra. Etelvina Diogo como Embaixadora da ALB Internacional para o Continente Africano, responsável pelas relações diplomáticas, pelo intercâmbio cultural e pela construção de pontes institucionais com intelectuais, escritores e organizações culturais africanas.

 

Também foi designada Dra. Sônia Bruno, Presidente da ALB-RJ-Teresópolis, como Coordenadora Geral de Expansão Administrativa, incumbida da organização estrutural, da coordenação institucional e da supervisão do processo de implantação das novas academias.

 

Enquanto Etelvina Diogo assume o papel diplomático e cultural, conectando a Academia aos ambientes literários africanos, Sônia Bruno será responsável por garantir a organização administrativa e institucional das novas academias vinculadas à ALB.

 

É uma dupla de ação estratégica:

diplomacia cultural de um lado, estrutura institucional do outro.

Países africanos iniciam articulação acadêmica

A portaria estabelece a abertura de reuniões institucionais e encontros preparatórios com escritores, intelectuais e agentes culturais de países africanos de língua portuguesa, visando à constituição de novas academias vinculadas à ALB Internacional.

 

As articulações iniciais concentram-se em quatro países:

Guiné-Bissau

Angola

Cabo Verde

Moçambique

 

Nesses territórios, a proposta é reunir acadêmicos, escritores, professores, pesquisadores e líderes culturais para estruturar academias que representem a literatura e o pensamento contemporâneo de seus países dentro da rede internacional da ALB. A língua portuguesa torna-se, assim, o elo vivo entre continentes.

 

Europa também integra o movimento

A iniciativa não se limita ao continente africano. A portaria também inclui a integração da ALB Internacional em Portugal, criando uma ponte institucional direta entre Europa, África e América Latina.

 

Essa integração permitirá ampliar o intercâmbio entre escritores, pesquisadores e instituições culturais lusófonas, consolidando uma rede internacional de academias comprometidas com o desenvolvimento da literatura e da cultura de língua portuguesa.

 

É um movimento que reconhece algo simples e poderoso: a língua portuguesa não pertence a um país. Ela pertence a todos os povos que a vivem.

 

Novas academias autorizadas

Com a publicação da portaria, ficam autorizadas as articulações para instalação das seguintes instituições:

Academia de Letras do Brasil Internacional – Guiné-Bissau da Ordem de Platão

Academia de Letras do Brasil Internacional – Angola da Ordem de Platão

Academia de Letras do Brasil Internacional – Cabo Verde da Ordem de Platão

Academia de Letras do Brasil Internacional – Moçambique da Ordem de Platão

Academia de Letras do Brasil Internacional – Portugal da Ordem de Platão

 

Essas academias serão formadas por intelectuais e escritores locais, respeitando as tradições culturais de cada país, mas mantendo a conexão institucional com a Academia de Letras do Brasil da Ordem de Platão.


A cultura como ponte entre os povos

A expansão da ALB para África e Europa reafirma um princípio fundamental da instituição: a literatura é uma força civilizatória.

Ela preserva memória.

Ela constrói identidade.

Ela une povos.

 

Num tempo em que fronteiras políticas frequentemente se tornam barreiras culturais, a ALB escolhe seguir o caminho inverso: criar pontes por meio das letras. Ao aproximar academias de diferentes continentes, a Academia de Letras do Brasil reafirma sua missão de promover cultura, pensamento humanista e cooperação internacional.

 

Mais do que inaugurar academias, inaugura-se um diálogo entre histórias, sotaques e visões de mundo que compartilham a mesma língua. E como toda grande travessia cultural, essa começa com uma palavra simples, mas poderosa: integração.

 

08/03/2026

Mulheres em luta pela Chapada do Araripe: corpos livres, territórios vivos | CARIRI

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 08 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Com Informações de @coletivocamaradas

Nós, mulheres do Cariri ocuparemos as ruas em defesa das nossas vidas, dos nossos corpos e dos nossos territórios.
Março é mês de memória, denúncia e luta das mulheres. Em 2026, nos reunimos com o chamado: *“Mulheres em luta pela Chapada do Araripe: corpos livres, territórios vivos”.*
Defendemos a Chapada do Araripe como território de vida, biodiversidade, cultura e resistência.

Defender a Chapada é defender a água, as sementes, as comunidades tradicionais, as mulheres negras, indígenas, camponesas, trabalhadoras urbanas e todas aquelas que sustentam o Cariri com sua força cotidiana.

Nossos corpos não são territórios de exploração. São espaços de autonomia, dignidade, liberdade e bem viver. Assim como a Chapada, queremos viver sem violências, sem racismo, sem machismo e sem destruição ambiental.

Venha somar nessa caminhada coletiva!

Traga sua voz, sua bandeira, sua energia e sua esperança.
*Dia 09/03 | 8h30 | Concentração na prefeitura de Crato – CE*
Porque quando as mulheres se movem, o território inteiro se transforma.

Mulheres negras e feminismo de bell hooks | JUAZEIRO DO NORTE-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 08 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Diálogos Literários

No dia 11 de março, às 18h30, acontecerá uma conversar sobre o pensamento de bell hooks e as reflexões sobre mulheres negras e feminismo a partir da pergunta provocadora: “E eu não sou uma mulher?". Pergunta feita pela Sojourner Truth no seu discurso feito na Convenção dos Direitos da Mulher em Akron, Ohio, Estados Unidos, a mulher negra direta a falar sobre a questão. Ela argumentou em público a favor de que mulheres ganhassem o direito de votar, sem esse direito, mulheres negras teriam que se submeter ao desejo dos homens.

Será um momento de troca, escuta e reflexão sobre raça, gênero e resistência na literatura e na vida.

Com Leidiane Santos e Maria Renata @leidiane_santos_pereira @renatasnt16

Biblioteca Inspiração Nordestina – Banco do Nordeste Cultural Cariri

Em Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita
Um diálogo potente e necessário.

117 anos de nascimento de Patativa do Assaré são celebrados em 05 de março de 2026 | ASSARÉ-CE

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 08 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Os 117 anos de nascimento de Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva) são celebrados em 05 de março de 2026, destacando seu legado como poeta, cantador e voz do sertão nordestino. Nascido em 1909 no Ceará, sua obra lírica e de crítica social continua influente, inspirando exposições e homenagens como a Comenda Patativa do Assaré. Patativa do Assaré, que faleceu em 2002, é reconhecido internacionalmente por eternizar a vida e as lutas do povo do campo em versos inesquecíveis, como os de "A Triste Partida". 

Para homenageá-lo, a Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Bece) – espaço da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM) – realiza, de 05 a 30 de março, a exposição “Patativa: patrimônio vivo da palavra”. Livros e cordéis do poeta e de autores que o estudaram estão expostos no setor Coleção Ceará.

Patativa do Assaré, pseudônimo de Antônio Gonçalves da Silva, foi um icônico poeta e cantador brasileiro, nascido em Assaré, Ceará. Distinguiu-se como uma voz autêntica do sertão nordestino, capturando em sua obra os desafios, a cultura e a vida do povo dessa região.

Seu trabalho, que inclui desde versos improvisados até composições e cordéis, lhe conferiu reconhecimento nacional e internacional, fazendo dele um dos principais representantes da literatura de cordel e da cultura popular brasileira. “A Triste Partida”, seu poema mais emblemático, foi imortalizado na música de Luiz Gonzaga, na qual retrata a realidade dos migrantes nordestinos.

“Comenda Patativa do Assaré”

Atualmente, a Secretaria de Cultura do Ceará concede a “Comenda Patativa do Assaré”, que, a partir da Lei Estadual nº 16.511, de 12 de março de 2018, reconhece personalidades, artistas, poetas, cantadores e pesquisadores que tenham prestado ou prestem notórios serviços em prol do desenvolvimento da cultura popular e tradicional no Estado do Ceará. 

Eu honro todas as minhas ancestrais que lutaram por um mundo mais justo | FELIZ DIA DA MULHER

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 08 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

08 DE MARÇO - Dia de celebrar e reverenciar todas as minhas ancestrais que lutaram para que hoje estivéssemos onde estamos. Dia de saudar as que continuam a lutar por um amanhã mais justo! Dia de lembrar o quanto devemos ser respeitadas pela nossa história, nossa identidade, sobre tudo o que semeamos até aqui...

Reverencio as minhas ancestrais pelos saberes populares, pela sabedoria passada de geração a geração através da oralidade, das manifestações populares, da espiritualidade, do reconhecimento do nosso eu enraizado numa árvore genealógica de muitos frutos!

Hoje estou colhendo, porque algumas mulheres passaram semeando antes da minha existência! E quantas de nós vivem a preparar este solo para as próximas gerações? A semeadura é cheia de desafios e algumas de nós conseguem chegar ao topo mais rápido, mas porque foram acalentadas no colo de tantas outras de nós...

Pelo caminho nos deparamos com rochas e muitas vezes o solo é infértil, mas as nossas habilidades são instrumentos de sabedoria e resistência. Daí é preciso emanar amor e resiliência em cada palavra, gesto e bravura. Somos elos que se interligam e também somos o sopro da vida... damos a vida...e cuidamos das nossas raízes.

Fecundo é o solo cujas mãos calejadas deixaram pegadas durante a semeadura. Se os frutos são doces é porque alguém cuidou das sementes e as viu germinar sobre o solo. Somos o clarão do fogo a arder, somos a água que rompe barreiras, somos a terra a brotar, somos o vento que anuncia a esperança do alvorecer.

Se escrevo é porque tive a oportunidade de frequentar uma escola... Se conto histórias é porque alguém as viveu e segue a inspirar em memória! Gratidão a todas que me ergueram até aqui! Espero ser alento para que outras também cheguem através de mim! Nunca é tarde para começar a semear!

03/03/2026

Como os pequenos laços que construímos tornam o nosso universo gigante | BAÚ DE MEMÓRIAS

Jornalista Lucélia Muniz

Ubuntu Notícias, 03 de março de 2026

@luceliamuniz_09     @ubuntunoticias

Geralmente quando se fala em laços no processo de socialização temos os laços humanos, a interação social, a formação do nosso ser... Mas, para mim esses laços são feitos de vivências e por isso resolvi retirar algumas memórias de um baú e trazê-las em forma de narrativas. Talvez a velocidade das minhas lembranças não caiba em um texto, num livro, num vídeo, num slide, mas sigo contando histórias.

Eis aqui mais uma das histórias onde meu pai e eu protagonizamos uma vivência. Ele gostava de criar cavalos e era por assim dizer, um domador destes animais, não era bem um encantador, mas com seu jeito rude os domava e os treinava para corridas, para carregar cargas, para passeio.

Não lembro bem como aconteceu a aquisição de ‘preto’. Ele era um cavalo já com idade avançada, mas formoso e ‘troteador’. Por sua condição, foi destinado para o grupo dos animais que carregavam cargas, mas por algum motivo se tornou o cavalo favorito de uma criança.

Ela ia até o roçado o chamava pelo nome e ele vinha. Não usava cabresto para ir buscá-lo. O encostava num tronco pequeno de uma mangueira, subia nele e cavalgava até em casa. Ele a carregava em seu dorso, ela segurando em suas crinas longas, dava passadas como se trotasse sobre capuchos de algodão. E dali surgiu uma amizade entre uma criança preta e um cavalo preto.

Trabalhávamos na roça pela manhã e no início da tarde íamos até a escola, retornando apenas à tardinha.  Papai, agricultor, domador de cavalos, vivia entre negociações e aquisições de animais. E se percebesse que nos apegávamos aos animais os vendia no horário em que estávamos na escola.

Ele considerava preto, velho e que não servia mais para carregar as cargas e assim o vendeu. Foi um choque quando notei sua ausência. Mamãe como sempre, dava a notícia e pedia para que não chorássemos na frente de papai. Ela costumava usar um ditado popular: “Vão-se os anéis, ficam os dedos!”

Não sei quem foi o comprador de preto nem seu destino, mas através do uso da Inteligência Artificial (IA) o recriei com uma versão minha adulta.  Hoje se fala que o contato das crianças com os cavalos é uma forma de terapia, posso apenas dizer que era um laço, parte da minha infância. Com preto descobri que os cavalos sabem nadar! Quando o levei para dá água em um açude e estava muito calor, este acabou entrando na água e nadando comigo em seu dorso, não desci, porque não sei nadar. Sim...cavalos sabem nadar!

Moral da história: pequenos laços que construímos ao longo da nossa vida, tornam o nosso universo gigante! Preto, obrigada por salvar minha infância, por ser a minha terapia mesmo quando eu não sabia! Preto, te desejo um horizonte dourado florido com girassóis!

“A relação entre cavalos e crianças é uma conexão poderosa que promove o desenvolvimento emocional, físico e social, fomentando responsabilidade, confiança e empatia”.