Jornalista
Lucélia Muniz
Ubuntu
Notícias, 10 de março de 2026
@luceliamuniz_09 @ubuntunoticias
Com Informações da Academia de Letras do Brasil
Há
momentos na história de uma instituição em que a tinta da caneta parece pesar
mais do que o próprio papel. Não porque se escreve muito, mas porque se
escreve história.
E é exatamente isso que a Academia de Letras do Brasil – ALB Internacional da Ordem de
Platão inicia agora: um novo capítulo no mapa cultural da
língua portuguesa.
Com
a publicação da Portaria nº ALB.OP.02.01.126.2026, a ALB
Internacional oficializa o início de um amplo movimento de integração cultural
entre América,
África e Europa, promovendo a criação de novas academias de
letras em países de língua portuguesa e fortalecendo a presença institucional
da Academia no cenário internacional.
A
iniciativa nasce sob orientação da Presidência Nacional da ALB e por meio
do Departamento
Global de Administração – DGA, consolidando uma estratégia de
diplomacia cultural baseada na literatura, na educação e na valorização do
patrimônio linguístico comum que une milhões de pessoas em diferentes
continentes. Não se trata apenas de expansão institucional. Trata-se de reconectar os
territórios da língua portuguesa através da cultura.
Nomeações estratégicas
para a missão internacional
Para
conduzir esta nova etapa histórica, foram designadas duas lideranças com papel
central no processo de articulação e implantação das academias.
Foi
nomeada Dra.
Etelvina Diogo como Embaixadora da ALB Internacional
para o Continente Africano, responsável pelas relações
diplomáticas, pelo intercâmbio cultural e pela construção de pontes
institucionais com intelectuais, escritores e organizações culturais africanas.
Também
foi designada Dra. Sônia Bruno, Presidente da ALB-RJ-Teresópolis,
como Coordenadora
Geral de Expansão Administrativa, incumbida da organização
estrutural, da coordenação institucional e da supervisão do processo de
implantação das novas academias.
Enquanto
Etelvina Diogo assume o papel diplomático e cultural, conectando a Academia aos
ambientes literários africanos, Sônia Bruno será responsável por garantir a
organização administrativa e institucional das novas academias vinculadas à
ALB.
É
uma dupla de ação estratégica:
diplomacia
cultural de um lado, estrutura institucional do outro.
Países africanos
iniciam articulação acadêmica
A
portaria estabelece a abertura de reuniões institucionais e encontros
preparatórios com escritores, intelectuais e agentes culturais de países
africanos de língua portuguesa, visando à constituição de novas academias
vinculadas à ALB Internacional.
As
articulações iniciais concentram-se em quatro países:
Guiné-Bissau
Angola
Cabo
Verde
Moçambique
Nesses
territórios, a proposta é reunir acadêmicos, escritores, professores, pesquisadores e líderes
culturais para estruturar academias que representem a
literatura e o pensamento contemporâneo de seus países dentro da rede
internacional da ALB. A língua portuguesa torna-se, assim, o elo vivo
entre continentes.
Europa também
integra o movimento
A
iniciativa não se limita ao continente africano. A portaria também inclui
a integração
da ALB Internacional em Portugal, criando uma ponte
institucional direta entre Europa, África e América Latina.
Essa
integração permitirá ampliar o intercâmbio entre escritores, pesquisadores e
instituições culturais lusófonas, consolidando uma rede internacional de
academias comprometidas com o desenvolvimento da literatura e da cultura de
língua portuguesa.
É
um movimento que reconhece algo simples e poderoso: a língua portuguesa não
pertence a um país. Ela pertence a todos os povos que a vivem.
Novas academias
autorizadas
Com
a publicação da portaria, ficam autorizadas as articulações para instalação das
seguintes instituições:
Academia
de Letras do Brasil Internacional – Guiné-Bissau da Ordem de Platão
Academia
de Letras do Brasil Internacional – Angola da Ordem de Platão
Academia
de Letras do Brasil Internacional – Cabo Verde da Ordem de Platão
Academia
de Letras do Brasil Internacional – Moçambique da Ordem de Platão
Academia
de Letras do Brasil Internacional – Portugal da Ordem de Platão
Essas
academias serão formadas por intelectuais e escritores locais, respeitando as
tradições culturais de cada país, mas mantendo a conexão institucional com
a Academia
de Letras do Brasil da Ordem de Platão.
A cultura como
ponte entre os povos
A
expansão da ALB para África e Europa reafirma um princípio fundamental da
instituição: a literatura é uma força civilizatória.
Ela
preserva memória.
Ela
constrói identidade.
Ela
une povos.
Num
tempo em que fronteiras políticas frequentemente se tornam barreiras culturais,
a ALB escolhe seguir o caminho inverso: criar pontes por meio das letras.
Ao aproximar academias de diferentes continentes, a Academia de Letras do
Brasil reafirma sua missão de promover cultura, pensamento humanista e
cooperação internacional.
Mais
do que inaugurar academias, inaugura-se um diálogo entre histórias,
sotaques e visões de mundo que compartilham a mesma língua. E
como toda grande travessia cultural, essa começa com uma palavra simples, mas
poderosa: integração.